A Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (FETAG-RS) manifestou posicionamento contrário à proposta de fusão da Secretaria de Desenvolvimento Rural com a Secretaria da Agricultura, medida em estudo pela equipe de transição do governador eleito Luciano Zucco. A entidade sustenta a necessidade de preservar uma pasta autônoma, dotada de orçamento próprio, corpo técnico especializado e capacidade de execução de políticas públicas voltadas ao segmento.
A agricultura e a pecuária familiar representam uma fatia expressiva na economia gaúcha, sendo responsáveis por movimentar aproximadamente R$ 47 bilhões anuais em Valor Bruto da Produção (VBP), além de desempenharem papel estratégico na oferta de alimentos, na geração de empregos e na movimentação financeira dos municípios do interior.
Demandas por políticas públicas e estrutura institucional
Segundo a representação sindical, as especificidades do setor — que envolvem acesso a financiamentos, difusão tecnológica e inserção de produtos no mercado — demandam uma estrutura governamental dedicada exclusivamente à formulação e coordenação dessas ações.
A federação ressalta que propostas de enxugamento e reorganização da máquina pública precisam garantir a continuidade dos programas em andamento, a preservação do conhecimento técnico e a destinação de recursos orçamentários compatíveis com as necessidades do campo, com a participação das entidades do setor.
Solicitação de agenda com a transição
A FETAG-RS reafirmou a intenção de manter interlocução com a futura gestão estadual e formalizou pedido de audiência com o governador eleito e com os membros da equipe de transição antes da consolidação do novo desenho administrativo do Poder Executivo.
A entidade informou que acompanhará o processo de transição com foco na manutenção das conquistas institucionais e no fortalecimento das políticas voltadas ao meio rural gaúcho.
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