Foto de Ricardo Wolffenbuttel | Secom | Divulgação
O governo de Santa Catarina oficializou nesta segunda-feira, 18, a instituição do estado de alerta climático em todo o território catarinense devido à iminente chegada de um fenômeno El Niño de forte intensidade. Conforme os relatórios técnicos emitidos pela Defesa Civil, a configuração climática projeta a elevação no risco de desastres naturais associados a inundações, alagamentos e deslizamentos de terra a partir do mês de junho, com estimativa de pico de severidade para o mês de setembro, durante o período da primavera.
O dispositivo legal possui prazo de vigência estabelecido para 180 dias, contando com possibilidade de prorrogação caso as anomalias atmosféricas persistam.
O ato assinado pelo governador Jorginho Mello coloca os órgãos estaduais e as administrações municipais em regime de prontidão contínua, visando simplificar os trâmites burocráticos para a execução de obras preventivas e intervenções emergenciais.
A normativa agiliza o processo de homologação dos decretos de emergência emitidos pelas prefeituras e confere maior poder de decisão imediata aos gestores locais.
O secretário de Proteção e Defesa Civil, coronel Fabiano de Souza, destacou que a iniciativa antecipa a mobilização para enfrentamento de cenários adversos, permitindo a criação de um comitê de crise e facilitando a aquisição célere de insumos para assistência humanitária.
Projeções meteorológicas e intensidade do fenômeno
As análises estruturadas pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos apontam que o aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial deve se consolidar no início do inverno, mantendo os impactos na região até o verão.
Os modelos preditivos indicam que o El Niño apresentará intensidade de fraca a moderada entre o final do outono e os meses de inverno, evoluindo para um patamar de forte a muito forte durante a primavera.
Historicamente propensa a temporais, a primavera catarinense deve registrar volumes de precipitação consideravelmente acima das médias climatológicas, além de projeções que indicam um inverno com marcas térmicas mais elevadas e um verão caracterizado por ondas de calor persistentes.
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