Foto de Polícia Civil | Divulgação
A Polícia Civil do Rio Grande do Sul alterou a linha de investigação sobre a morte da professora Glória Werkhausen, de 44 anos, que passa a ser tratada formalmente como feminicídio. A docente foi localizada sem vida no último domingo, 12 de julho, após um incêndio atingir a residência onde ela morava sozinha, no bairro Florestal, no município de Constantina.
Conforme o diretor do departamento de grupos vulneráveis, delegado Juliano Ferreira, a ausência de indícios de outras naturezas delitivas direcionou os trabalhos policiais para a tipificação de crime de gênero.
O andamento do caso ganhou novas etapas com a prisão do ex-marido da vítima, Márcio Oliveira dos Santos, efetuada pela Brigada Militar na manhã desta quinta-feira, 16 de julho.
De acordo com o delegado responsável pelo inquérito, Cristiano De Bone, o pedido de prisão temporária do investigado havia sido protocolado junto ao Poder Judiciário na quarta-feira, estipulando um prazo inicial de custódia de trinta dias.
Com o registro desta ocorrência, o território gaúcho passa a contabilizar quarenta e três casos de feminicídio no ano.
Constatação de agressões
Embora o caso tenha sido tratado inicialmente como uma fatalidade decorrente do sinistro na residência, os exames periciais realizados no corpo da vítima revelaram marcas de esganadura e agressões físicas, além de um cabo enrolado em seu pescoço, elementos que motivaram o descarte imediato da hipótese de suicídio. Detalhes referentes à motivação do ato violento ainda estão sob sigilo pela equipe de investigação.
Glória Werkhausen exercia a docência na rede pública municipal de ensino, e sua morte provocou forte comoção entre os moradores da região de Constantina.
Em manifestação oficial, a prefeitura local emitiu uma nota de pesar e decretou a suspensão temporária das atividades escolares na rede de ensino. O ato fúnebre e o sepultamento da servidora ocorreram na terça-feira, 14 de julho, no município vizinho de Novo Xingu.
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