Custo da Cesta Básica Alimentar registra alta de 7,69% em Frederico Westphalen
Levantamento da URI indica que conjunto de 13 produtos essenciais passou a custar R$ 842,13 em maio, impulsionado pela inflação dos hortifrutigranjeiros
Publicado em 11/06/2026 às 17:00
Capa Custo da Cesta Básica Alimentar registra alta de 7,69% em Frederico Westphalen

O custo da Cesta Básica Alimentar no município de Frederico Westphalen apresentou uma elevação de 7,69% durante o mês de maio, em comparação com os dados obtidos em abril. O indicador econômico faz parte do projeto de monitoramento contínuo desenvolvido pelo curso de Ciências Contábeis da URI Frederico Westphalen, sob a coordenação da professora Diana de Souza e execução das bolsistas Amanda Vitória Borges Figueiredo e Sawa Klimiuk.

Com o novo reajuste, a chamada Ração Essencial Mínima, composta por 13 itens básicos de consumo, passou de R$ 782,02 para R$ 842,13, consolidando uma inflação acumulada de 15,35% nos primeiros cinco meses de 2026.

Entre os alimentos que integram a estrutura da cesta restrita, os hortifrutigranjeiros foram os principais responsáveis pela pressão inflacionária no período. A batata inglesa branca liderou os reajustes com um aumento de 68,19% no mês, seguida pelo tomate longa vida, que registrou alta de 39,66%.

O projeto acadêmico também acompanha uma amostragem ampliada composta por 51 produtos divididos em nove categorias de consumo, a qual acusou uma variação mensal mais discreta, de 0,72%, elevando o custo total desse grupo de R$ 3.130,45 em abril para R$ 3.153,12 em maio.

Comparações metodológicas e volatilidade climática no mercado local

A análise comparativa aponta que o valor absoluto da cesta de 13 produtos em Frederico Westphalen permaneceu abaixo do verificado na capital, Porto Alegre, onde o conjunto de alimentos básicos atingiu a marca de R$ 811,82.

Apesar da vantagem nominal, o ritmo de crescimento dos preços no interior do Estado mostrou-se mais acelerado. Até o fechamento de abril, o acumulado de reajustes na comuna totalizava 7,66%, diante de 3,52% aferidos na capital gaúcha.

Especialistas do projeto associam essa diferença à forte volatilidade de itens como batata inglesa, cebola e tomate, cujas cadeias de suprimento locais sofrem interferência direta de fatores climáticos.

No balanço de janeiro a maio, a batata inglesa acumulou alta de 175,32% no comércio do município, seguida por expressivas valorizações na cebola e no tomate.

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