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Neste sábado, 27 de setembro, é celebrado o Dia Nacional da Doação de Órgãos, uma data de grande importância reforçada pela campanha Setembro Verde. O objetivo é estimular o diálogo familiar, já que, no Brasil, a autorização da família é indispensável para que a doação e o transplante aconteçam.
Segundo dados do Ministério da Saúde de junho de 2024, o Brasil registrou um marco histórico com mais de 30 mil transplantes de órgãos e tecidos neste ano. Contudo, a fila de espera ainda é crítica: cerca de 78 mil pessoas aguardam por um transplante.
Os desafios da fila de espera
Os órgãos mais demandados na fila de espera são:
Rim: Aproximadamente 42.838 pessoas.
Córnea: 32.349 pessoas.
Fígado: 2.387 pessoas.
A principal barreira é a baixa taxa de autorização familiar. Em 2024, apenas 55% das famílias autorizaram a doação de órgãos de seus entes falecidos.
Para a enfermeira Cissa Cardoso, que é receptora de córnea, a conscientização é fundamental. "Precisamos normalizar esse diálogo. A doação transforma a dor em esperança e devolve qualidade de vida a milhares de pessoas”, destaca.
Como ser um doador
No Brasil, a doação não exige cadastro oficial. Para ser um doador de órgãos e tecidos, a única exigência é:
Manifestar sua vontade em vida.
Comunicar seus familiares sobre essa decisão.
Uma conversa aberta com a família garante que a escolha seja respeitada no momento necessário e pode salvar até oito vidas.
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