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O percentual de candidatos reprovados nas provas práticas de direção do Detran apresentou um crescimento acentuado ao comparar os dados de 2019 com os registros do último ano. Anteriormente, o índice de insucesso tanto para a categoria A (motocicletas) quanto para a B (carros) mantinha-se abaixo de 2% em relação ao total de exames realizados. Contudo, em 2025, os números subiram para 5,60% entre motociclistas e 6,80% para condutores de automóveis, consolidando uma tendência de elevação observada desde o final de 2024.
O Ministério dos Transportes confirmou a trajetória de alta, mas ressaltou que, até a recente reformulação do processo de formação de condutores pela Resolução Contran nº 1.020/2025, não houve mudanças nas normas nacionais que justificassem o endurecimento das avaliações.
Segundo a pasta, como a execução dos exames é uma competência estadual, as variações nos índices podem estar atreladas a questões operacionais e administrativas específicas de cada unidade da federação, cujos detalhes ainda são objeto de análise técnica.
Disparidade regional e novas diretrizes para padronização nacional
Dados levantados no final de 2025 revelam um cenário de forte desigualdade nos índices de aprovação entre os estados brasileiros. O Rio de Janeiro lidera o ranking de reprovações, com 46,67% na categoria B e 33,61% na categoria A, seguido por Mato Grosso e Tocantins.
No extremo oposto, estados como Goiás e Roraima mantêm indicadores significativamente mais baixos, com taxas de reprovação que variam entre 1,13% e 2,28%, evidenciando a falta de uniformidade na aplicação dos testes em território nacional.
Para enfrentar essas discrepâncias, a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) anunciou o início de uma avaliação técnica aprofundada, que incluirá visitas aos Detrans estaduais. A estratégia central é a implementação do Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular, que visa estabelecer critérios de avaliação mais transparentes e padronizados.
O objetivo da nova política pública é fortalecer a segurança viária e garantir que a formação dos novos motoristas mantenha uma qualidade homogênea, independentemente da região onde o condutor realize o processo de habilitação.
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