Fábrica Whey do Brasil inicia operações em Palmeira das Missões com investimento de R$ 250 milhões
Sete laticínios gaúchos se unem para transformar resíduo da produção de queijo em proteína de alto valor agregado
Publicado em 03/06/2025 às 17:00
Atualizado em 03/06/2025 às 10:49
Capa Fábrica Whey do Brasil inicia operações em Palmeira das Missões com investimento de R$ 250 milhões

Foto de Whey do Brasil/Divulgação

A partir de 13 de junho, o soro do leite produzido por sete indústrias de laticínios do Rio Grande do Sul ganhará um novo e promissor destino: a fábrica Whey do Brasil, instalada em Palmeira das Missões.

A unidade industrial, fruto de uma parceria entre os próprios laticínios e com apoio financeiro do BNDES, recebeu um investimento de R$ 250 milhões e promete revolucionar o aproveitamento desse subproduto da fabricação de queijos.

Com 25 mil metros quadrados de área construída, a nova planta industrial terá capacidade de processar 1,2 milhão de litros de soro de leite por dia, produzindo até 100 toneladas diárias de produtos em pó, como soro em pó e proteína concentrada do soro do leite — um insumo altamente valorizado nos segmentos alimentício e fitness.

As empresas envolvidas no projeto são:

  • Mandaká Alimentos (Nova Boa Vista e Rondinha)

  • Laticínios Friolack (Chapada)

  • Laticínios Frizzo (Planalto)

  • Laticínios Kiformaggio (Nonoai)

  • Doceoli (Santo Cristo)

  • Laticínio São Luis (Marau)

  • Laticínios Stefanello (Rodeio Bonito)

A iniciativa começou a ser articulada em 2021, com a meta de agregar valor ao soro — antes um resíduo com alto custo de descarte — transformando-o em matéria-prima de qualidade para o mercado interno e externo. A Whey do Brasil atuará com marca própria e também no formato private label, estando já habilitada para exportações.

Atualmente em fase de testes, a fábrica já emprega 30 trabalhadores e deve chegar a 50 funcionários nos próximos dois meses. Com todas as linhas em operação, o número total de empregos diretos deve alcançar 120 até meados de 2026.

A expectativa dos empreendedores é de que o investimento se pague entre oito e dez anos, com geração de valor para toda a cadeia leiteira da região, aliando inovação, sustentabilidade e competitividade à produção gaúcha de lácteos.

Fonte: GauchaZH

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Almir Felin