Foto de Whey do Brasil/Divulgação
A partir de 13 de junho, o soro do leite produzido por sete indústrias de laticínios do Rio Grande do Sul ganhará um novo e promissor destino: a fábrica Whey do Brasil, instalada em Palmeira das Missões.
A unidade industrial, fruto de uma parceria entre os próprios laticínios e com apoio financeiro do BNDES, recebeu um investimento de R$ 250 milhões e promete revolucionar o aproveitamento desse subproduto da fabricação de queijos.
Com 25 mil metros quadrados de área construída, a nova planta industrial terá capacidade de processar 1,2 milhão de litros de soro de leite por dia, produzindo até 100 toneladas diárias de produtos em pó, como soro em pó e proteína concentrada do soro do leite — um insumo altamente valorizado nos segmentos alimentício e fitness.
As empresas envolvidas no projeto são:
Mandaká Alimentos (Nova Boa Vista e Rondinha)
Laticínios Friolack (Chapada)
Laticínios Frizzo (Planalto)
Laticínios Kiformaggio (Nonoai)
Doceoli (Santo Cristo)
Laticínio São Luis (Marau)
Laticínios Stefanello (Rodeio Bonito)
A iniciativa começou a ser articulada em 2021, com a meta de agregar valor ao soro — antes um resíduo com alto custo de descarte — transformando-o em matéria-prima de qualidade para o mercado interno e externo. A Whey do Brasil atuará com marca própria e também no formato private label, estando já habilitada para exportações.
Atualmente em fase de testes, a fábrica já emprega 30 trabalhadores e deve chegar a 50 funcionários nos próximos dois meses. Com todas as linhas em operação, o número total de empregos diretos deve alcançar 120 até meados de 2026.
A expectativa dos empreendedores é de que o investimento se pague entre oito e dez anos, com geração de valor para toda a cadeia leiteira da região, aliando inovação, sustentabilidade e competitividade à produção gaúcha de lácteos.
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