Frederico Westphalen registra médio risco para infestação de Aedes aegypti em 2026
Levantamento aponta índice de 2,0 e autoridades reforçam alerta para evitar reintrodução do vírus na cidade
Publicado em 24/02/2026 às 11:10
Atualizado em 24/02/2026 às 13:54
Capa Frederico Westphalen registra médio risco para infestação de Aedes aegypti em 2026

A Secretaria Municipal da Saúde de Frederico Westphalen apresentou os resultados do primeiro Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) de 2026, realizado na segunda quinzena de janeiro. O relatório técnico indicou um Índice de Infestação Predial (IIP) de 2,0, o que enquadra o município em uma situação de médio risco, conforme os parâmetros estabelecidos pelo Ministério da Saúde.

O mapeamento, conduzido por Agentes de Combate às Endemias, foca na identificação de larvas do principal vetor da dengue, zika e chikungunya, não tendo sido encontrados focos da espécie Aedes albopictus durante as amostragens.

A equipe técnica utiliza os dados para direcionar ações de bloqueio e conscientização, priorizando os bairros com maior positividade. Além das visitas domiciliares, o município emprega o sistema de ovitrampas — armadilhas que monitoram a postura de ovos — para refinar o planejamento estratégico.

A coordenação de endemias destaca que, embora o mosquito esteja presente, Frederico Westphalen registra apenas dois casos da doença neste início de ano, sem evidências de circulação viral interna no momento, o que torna o controle preventivo ainda mais crítico para evitar surtos.

Colaboração da comunidade é apontada como fator decisivo no combate ao vetor

O coordenador do programa de combate à dengue, Marcelo Gomes Oliveira, enfatiza que a eficácia das políticas públicas depende diretamente da participação dos moradores na eliminação de criadouros. O município busca manter os indicadores atuais e evitar a repetição do cenário de 2024, quando a região enfrentou um surto severo.

A preocupação das autoridades reside na possibilidade de entrada do vírus por meio de pessoas infectadas vindas de outras localidades, o que, somado à presença do vetor confirmada pelo LIRAa, poderia desencadear uma rápida propagação da doença.

A Secretaria de Saúde reforça as diretrizes básicas de prevenção, como a vedação de caixas d'água, limpeza de calhas e o descarte adequado de recipientes que acumulem água parada. A população conta ainda com um canal de denúncias anônimas para reportar focos de negligência em propriedades privadas ou áreas públicas. 

Alerta e prevenção
A Secretaria Municipal de Saúde reforça que a principal forma de evitar a proliferação do mosquito continua sendo eliminar água parada. Entre as orientações estão:

  • manter caixas d’água bem fechadas
  • limpar calhas e ralos
  • descartar corretamente pneus e recipientes
  • evitar água acumulada em vasos de plantas, garrafas e lonas

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