A Diocese de Frederico Westphalen implementou uma reestruturação em sua divisão territorial jurídica e pastoral, oficializando a transição das antigas áreas pastorais para o modelo de foranias. A alteração, fundamentada nas diretrizes universais do Código de Direito Canônico, visa conferir maior respaldo legal e organizacional às atividades da Igreja Católica na região.
O Cônego Leandro Piffer, pároco da Paróquia Sagrado Coração de Jesus, de Vista Alegre, assumiu a função de vigário forâneo da Forania São Marcos Evangelista, sediada em Caiçara, estrutura que coordena os trabalhos de seis municípios da região do Médio Alto Uruguai.
A reorganização abrange as quarenta e duas paróquias da diocese, que conta com mais de oitenta sacerdotes para atender uma população estimada em 350 mil habitantes. Diante da amplitude demográfica e territorial, o bispo diocesano, Dom Antônio Carlos Rossi Keller, buscou no conselho de presbíteros o aval para instituir as sete foranias atuais, cujos nomes homenageiam os evangelistas e apóstolos.
O papel do vigário forâneo funciona como uma extensão da autoridade episcopal, permitindo que os padres designados celebrem sacramentos, como a crisma, em nome do bispo quando houver necessidade de conciliação de agendas.
"A Diocese de Frederico Westphalen tem quarenta e duas paróquias, trezentos e cinquenta mil habitantes, mais de oitenta padres. Como é que se administra tudo isso? O bispo precisa de ajuda. A primeira ajuda que ele tem é do Conselho de Presbíteros, que é um grupo de padres, nós somos cerca de vinte padres, eu também faço parte, onde a gente discute a pastoral e os encaminhamentos objetivos da ação na diocese", explicou o Cônego Leandro Piffer.

Atribuições administrativas e suporte aos presbíteros
A função do vigário forâneo foca na unidade pastoral e no acompanhamento direto das paróquias que compõem a sua circunscrição. Na Forania São Marcos Evangelista, que integra os municípios de Caiçara, Vicente Dutra, Palmitinho, Pinheirinho do Vale, Taquaruçu do Sul e Vista Alegre, o Cônego Leandro Piffer atua na supervisão e na escuta dos sete sacerdotes atuantes. O trabalho envolve desde o acompanhamento de reformas físicas nas casas paroquiais até a fiscalização de relatórios administrativos e livros de assentos de sacramentos.
"Eu sou, entre aspas, responsável também pelos sacerdotes lá. Ver como é que está a saúde deles, como é que está a moradia deles, como é que está o relacionamento deles com o povo de Deus, aquela realidade. Então, também é meu papel acompanhar um pouco isso, quais as dificuldades que ele encontra, pelo menos na atitude da escuta, que já é uma grande coisa às vezes. Eu não mando nisso, eu coordeno esse trabalho em nome do bispo para que a ação evangelizadora se torne melhor", detalhou o vigário forâneo.
A estrutura também centraliza a formação de lideranças leigas e a aplicação do plano de ação evangelizadora da diocese. Os impasses e demandas que superam a alçada local são direcionados ao conselho de vigários forâneos, composto pelos sete representantes das foranias, pelo coordenador de pastoral e pelo bispo.
Embora o coordenador não interfira diretamente nas finanças das matrizes, existe uma cooperação mútua entre as comunidades da região para garantir o suporte logístico e estrutural, como ocorre no auxílio oferecido entre as paróquias vizinhas.

- Pe. João Paulo Pascoal, Forania São Paulo Apóstolo de Santo Augusto como VIGÁRIO FORÂNEO.
- Pe. Gilberto Giacomoni, Forania São Lucas Evangelista de Planalto como VIGÁRIO FORÂNEO.
- Pe. Nildo Moura de Melo, OSFS, Forania São Tiago Apóstolo de Palmeira das Missões como VIGÁRIO FORÂNEO
- Pe. Silvério Pikua, Forania São Mateus Evangelista de Frederico Westphalen como VIGÁRIO FORÂNEO
- Pe. Rafael Andrei Romitti Liberalesso, Forania São João Evangelista de Três Passos como VIGÁRIO FORÂNEO.
- Pe. Cláudio Miro Monteiro, Forania São Pedro Apóstolo de Crissiumal como VIGÁRIO FORÂNEO.
- Côn. Leandro Piffer, Forania São Marcos Evangelista de Caiçara como VIGÁRIO FORÂNEO.
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