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A Secretaria Estadual da Saúde autorizou a ampliação da campanha de imunização contra a influenza para todas as pessoas acima de seis meses de idade a partir desta segunda-feira, 1º de junho de 2026. A medida técnica visa estender a barreira imunológica na sociedade civil em um período do ano caracterizado epidemiologicamente pelo aumento expressivo na circulação de patógenos que afetam o sistema respiratório.
As doses da vacina estarão liberadas para aplicação em todos os postos de atendimento municipais que contam com salas de vacinação ativas, ficando o atendimento condicionado à capacidade dos estoques locais de cada cidade.
Mesmo com a abertura das agendas para o público geral, as autoridades sanitárias, a exemplo da Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre, reforçam o apelo para que as categorias consideradas de maior risco epidemiológico continuem buscando as unidades médicas.
Os relatórios de monitoramento apontam que os segmentos compostos por idosos, gestantes e crianças com idade entre seis meses e menores de seis anos registram índices de cobertura vacinal significativamente abaixo das metas estipuladas pelo Ministério da Saúde para o ano corrente.
O secretário municipal de Saúde da capital gaúcha, Fernando Ritter, ponderou que a proximidade das temperaturas mais baixas acelera a transmissão de viroses respiratórias e reiterou que a imunização representa o mecanismo preventivo de maior eficácia disponível na rede pública.
O gestor pontuou que o imunizante atua diretamente como uma ferramenta estratégica para mitigar o agravamento dos quadros clínicos, reduzir o índice de complicações secundárias, evitar a sobrecarga de leitos hospitalares e diminuir os indicadores de mortalidade associados a infecções agudas.
A mobilização nos postos prosseguirá por tempo indeterminado, até o esgotamento total das ampolas, sendo necessária a apresentação de um documento oficial com foto e, se possível, do cartão de vacinas no ato do atendimento.
O balanço estatístico divulgado pela Secretaria Estadual da Saúde indica que o Rio Grande do Sul recebeu, até o momento, um lote consolidado de 3,87 milhões de doses enviadas pelo governo federal, de uma projeção global que deve ultrapassar 5,2 milhões de unidades até o encerramento do cronograma nacional.
Desse quantitativo armazenado, cerca de 2,15 milhões de aplicações já foram computadas no sistema de informação, abrangendo trabalhadores da área médica, professores, portadores de patologias crônicas e outros grupos preferenciais das fases antecedentes.
No recorte que envolve exclusivamente gestantes, crianças e idosos, o total de imunizados soma 1,35 milhão de pessoas, o que representa um percentual de cobertura de 43,2% de um universo estimado em mais de 3,1 milhões de habitantes, sinalizando que cerca de 1,77 milhão de cidadãos vulneráveis ainda não receberam a dose.
Com base nesse cenário, a orientação do Estado é de que as secretarias municipais calculem uma reserva técnica para assegurar o atendimento contínuo dos grupos prioritários antes de destinar o excedente para a população geral.
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