Polícia Civil deflagra operação contra fraude bancária milionária em Palmeira das Missões
Gerente-geral, funcionário e familiares são alvos de prisões preventivas por empréstimos fraudulentos utilizando dados de idosos e pessoas falecidas
Publicado em 20/01/2026 às 07:17
Atualizado em 20/01/2026 às 07:27
Capa Polícia Civil deflagra operação contra fraude bancária milionária em Palmeira das Missões

Foto de Polícia Civil

O Departamento Estadual de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DERCC) deflagrou, na manhã desta terça-feira, 20, a "Operação Digital Fantasma", visando desarticular um esquema de fraudes financeiras operado de dentro de uma agência bancária.

A ação resultou no cumprimento de três mandados de prisão preventiva no município de Palmeira das Missões, no Noroeste do Estado, tendo como alvos o gerente-geral da unidade, um operador de sistema e a esposa do gerente.

Além das prisões, a Polícia Civil realiza buscas em Caçapava do Sul e executa ordens judiciais para o bloqueio de contas bancárias e ativos financeiros dos investigados.

As investigações apontam que o grupo criminoso articulou fraudes que totalizam, pelo menos, R$ 2,4 milhões. O esquema consistia na utilização indevida de dados de clientes, com foco em um perfil vulnerável: idosos com idades entre 81 e 96 anos e pessoas que já haviam falecido.

Com essas informações, os suspeitos realizavam empréstimos vultosos. Embora a instituição financeira envolvida e a cidade onde a agência está localizada não tenham sido reveladas, a polícia confirmou que o banco foi o responsável por denunciar as movimentações suspeitas após auditorias internas.

Dinâmica do golpe e identificação das vítimas

A suspeita das autoridades é de que os crimes tenham sido cometidos sistematicamente durante o segundo semestre do ano passado, ao longo de um período de seis meses. A função estratégica dos envolvidos na hierarquia bancária facilitava o acesso aos sistemas de concessão de crédito, permitindo que as operações fossem aprovadas sem levantar alertas imediatos.

Durante o inquérito, foram identificadas sete vítimas diretas do esquema, além do prejuízo financeiro causado à própria instituição bancária lesada.

O DERCC destaca que a Operação Digital Fantasma busca agora identificar se houve a participação de outros familiares ou operadores financeiros na lavagem do dinheiro desviado.

Os presos responderão por crimes como estelionato majorado, fraude bancária, associação criminosa e possivelmente lavagem de dinheiro.

As investigações prosseguem para analisar o material apreendido em Caçapava do Sul e Palmeira das Missões, o que poderá revelar um volume de desvios ainda maior do que o contabilizado inicialmente.

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Almir Felin