O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) identificou 101 pessoas que ficaram órfãs em razão de crimes de feminicídio registrados no Estado entre 1º de janeiro e 21 de outubro de 2026. O levantamento estatístico elaborado pela instituição busca mensurar o impacto social e familiar da violência de gênero que se estende aos dependentes e familiares após a consumação dos atos violentos.
No período analisado, o MPRS contabilizou a ocorrência de 63 feminicídios em território gaúcho. Ao todo, as vítimas deixaram 105 filhos, dos quais 63 são menores de 18 anos e 42 são maiores de idade.
Critérios de contabilização e debate de políticas públicas
Para o fechamento do indicador de órfãos, quatro casos receberam tratamento diferenciado na contabilização. Três filhos apontados pelas investigações como autores dos crimes contra as próprias mães não foram incluídos na soma final. Em uma quarta ocorrência, que segue em apuração pelas autoridades policiais, uma filha maior de idade não foi contabilizada por ter desaparecido juntamente com a vítima.
Visando debater o amparo social e a garantia de direitos a este público, o MPRS promoveu um encontro temático reunindo especialistas no setor para discutir o fortalecimento de políticas públicas de acolhimento e assistência jurídica e psicológica aos dependentes atingidos por esses crimes no Estado.
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