Foto de Reprodução LA+
O padre Mauro Argenton, da Diocese de Frederico Westphalen, iniciou sua missão pastoral em Moçambique no mês de junho e já tem vivenciado intensamente a realidade da região onde está inserido. Atuando na Diocese de Tete, o sacerdote foi enviado como missionário à comunidade da paróquia São João Batista, em Domué, a 250 quilômetros da sede diocesana. Em entrevista à rádio Luz e Alegria ele compartilhou as primeiras impressões da missão e destacou o calor humano, os desafios e a importância da presença da Igreja naquela localidade.
– Estou em Domué, na Paróquia São João Batista. Fui muito bem acolhido pelo povo moçambicano e também por Dom Diamantino, o bispo de Tete. Já celebrei a primeira missa na comunidade e tenho procurado me inteirar da realidade local –, contou padre Mauro. O sacerdote ressaltou a importância do trabalho missionário diante das carências da população. “A Igreja é um sinal de esperança para o povo daqui, que enfrenta muitas dificuldades.”
Entre os principais desafios relatados por padre Mauro está a infraestrutura limitada e as longas distâncias entre as comunidades atendidas. "As estradas são precárias, o que dificulta o deslocamento. Muitas vezes, as comunidades ficam isoladas durante a estação chuvosa", relatou.

O sacerdote também chamou atenção para a questão da evangelização em um contexto cultural e religioso muito distinto do Brasil. “Aqui, há uma grande presença de outras igrejas cristãs e também de tradições religiosas locais. A missão exige diálogo, respeito e um profundo espírito de serviço.”
Padre Mauro reforçou que a missão em Moçambique representa também um compromisso com a solidariedade e a fraternidade entre as igrejas.
– Somos irmãos na fé e temos muito a aprender uns com os outros. Estou aqui como instrumento da Igreja de Frederico Westphalen e do povo que me enviou. Levo todos em oração –, destacou.
A missão de padre Mauro é parte do compromisso assumido pela Diocese de Frederico Westphalen em apoio às Igrejas de Moçambique, fortalecendo os laços entre os continentes e testemunhando a universalidade da fé católica.
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