O atual episódio do fenômeno El Niño atingiu os critérios técnicos para ser classificado na categoria "super", segundo dados atualizados pela Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos. As medições no Oceano Pacífico registraram anomalias térmicas superiores a 2ºC, preenchendo os requisitos exigidos pelos índices operacionais de monitoramento climático global.
Atingida de forma precoce ainda no início do segundo semestre, a marca de aquecimento coloca o evento entre os mais intensos da história moderna. A expectativa dos especialistas é de que o fenômeno continue a se fortalecer até o final de 2026, mantendo sua atuação ao longo de 2027, sem que o aumento das temperaturas represente, necessariamente, a ocorrência automática de desastres ambientais.
Comparações históricas e projeções meteorológicas para o Brasil
Em comparação com eventos anteriores de grande magnitude, o episódio atual destaca-se pela rapidez com que atingiu o patamar de 2ºC acima da média. Nos registros históricos de anos como 1982, 1997 e 2015, marcas semelhantes só foram computadas entre os meses de setembro e novembro. Projeções indicam a possibilidade do Pacífico alcançar picos térmicos inéditos nos próximos meses.
Apesar da intensidade no oceano, as projeções do Instituto Nacional de Meteorologia indicam comportamentos climáticos variáveis pelo país. A Região Sul, acompanhada por São Paulo e Mato Grosso do Sul, deve registrar acumulados de chuva acima da média histórica.
Em contrapartida, as regiões Norte e Nordeste, além de trechos do Centro-Oeste e Sudeste, tendem a enfrentar períodos de estiagem e precipitações abaixo do padrão para a estação.
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