Rio Grande do Sul registra aumento de casos respiratórios e lança guias para intensificar vacinação
Boletim InfoGripe aponta avanço do Vírus Sincicial Respiratório e da Influenza A, mobilizando estratégias de conscientização na atenção básica
Publicado em 22/05/2026 às 08:41
Capa Rio Grande do Sul registra aumento de casos respiratórios e lança guias para intensificar vacinação

O avanço das infecções respiratórias no território nacional motivou a emissão de um novo alerta epidemiológico por parte da Fundação Oswaldo Cruz. O boletim InfoGripe aponta que as notificações de Síndrome Respiratória Aguda Grave mantêm uma tendência de elevação nas últimas semanas, concentrando os maiores índices de hospitalização em crianças com idade inferior a dois anos.

O mapeamento técnico indica que todas as unidades federativas do país encontram-se em patamares de alerta, risco ou alto risco para a enfermidade, impulsionadas pela circulação do Vírus Sincicial Respiratório e pelo aumento das internações por Influenza A, com forte incidência nos estados da região Sul.

Manuais para as equipes de saúde

Os dados consolidados das últimas quatro semanas epidemiológicas apontam que o VSR foi o agente causador de 41,5% dos casos positivos analisados em laboratório, seguido pelo vírus da Influenza A, que respondeu por 27,2% dos diagnósticos.

Diante da pressão sobre a rede hospitalar e do risco de complicações em grupos vulneráveis como idosos, gestantes e portadores de doenças crônicas, a Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul estruturou um guia orientativo voltado aos profissionais da atenção básica.

O material técnico fornece diretrizes de abordagem e comunicação para que as equipes das Unidades Básicas de Saúde possam intensificar o convencimento da população sobre a importância da imunização preventiva antes do período de inverno.

A estratégia estadual busca reverter os baixos índices de cobertura vacinal registrados no Rio Grande do Sul, onde a adesão geral nos grupos prioritários está fixada em 38,6%. Os relatórios do Ministério da Saúde indicam que a vacinação atingiu 43,27% entre idosos com mais de 60 anos, 40,55% no segmento de gestantes e apenas 21,7% na faixa de crianças de seis meses a menores de seis anos.

Para tentar elevar esses indicadores no público infantil, as autoridades instituíram ferramentas lúdicas, como a entrega do Certificado de Coragem pós-vacina, além de disponibilizarem modelos de mensagens informativas para difusão digital em aplicativos de celular pelas equipes de saúde, visando sanar dúvidas e conter a propagação de desinformações sobre os imunizantes.

Paralelamente, a secretaria estadual distribuiu um segundo documento direcionado especificamente aos gestores municipais do Sistema Único de Saúde. O manual aborda o planejamento logístico das campanhas, a organização interna das equipes de imunização, a distribuição de insumos e o gerenciamento dos recursos financeiros carimbados para a área.

Especialistas em saúde coletiva reiteram que a vacinação tempestiva, associada a hábitos de higiene como a sanitização das mãos e o isolamento de indivíduos com sintomas gripais, permanece como a medida de maior eficácia para evitar o agravamento de quadros clínicos, reduzir a mortalidade e prevenir o colapso dos leitos hospitalares.

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