Transcorridos seis meses do início da intervenção administrativa promovida pelo Ministério Público, em conjunto com o Poder Executivo, o Hospital Divina Providência (HDP) de Frederico Westphalen apresenta um cenário de recuperação e normalidade na prestação de serviços de saúde.
A mudança na gestão ocorreu em 20 de março, quando o município assumiu o controle da instituição para contornar uma severa crise financeira e operacional. Segundo a diretora e interventora da instituição, Lisete Cristina Bison, os primeiros esforços foram concentrados em manter as portas abertas e honrar compromissos essenciais.
– O foco foi conseguir manter o mínimo das contas em dia, o que significa pagar os salários 100% sem parcelamento, recolher o FGTS sobre a folha e quitar impostos e tributos de terceiros que prestam serviço no hospital –, afirmou.

Superação da crise financeira e expansão da traumatologia
No início da intervenção, a instituição enfrentou escassez de suprimentos, desabastecimento de medicamentos e ameaças de corte de serviços essenciais, como o fornecimento de oxigênio e materiais para hemodiálise, além de bloqueios judiciais nas contas bancárias. Para assegurar o funcionamento, a prefeitura repassou recursos extras nos meses mais críticos.
Outro passo fundamental foi a recuperação do Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social (CEBAS), que garante a filantropia do HDP, obtido após o parcelamento das dívidas tributárias acumuladas.
Mesmo com a reestruturação do corpo clínico e o desligamento de médicos em junho, o hospital manteve a continuidade dos atendimentos sem paralisações. A equipe médica foi recomposta com a contratação de dois clínicos em tempo integral para as internações pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Além disso, o HDP passou a absorver integralmente a demanda local por procedimentos em traumatologia, eliminando a necessidade de encaminhar pacientes de Frederico Westphalen para outros municípios e caminhando para se tornar referência regional na especialidade.
A diretoria do hospital projeta agora a atração de novas especialidades médicas e a ampliação das cirurgias eletivas via programas estaduais de saúde.
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