Edital para construção de ponte entre Itapiranga e Barra do Guarita deve ser lançado no segundo semestre
Estrutura de 1,2 quilômetro substituirá a travessia por balsa e demandará investimento de R$ 379 milhões no Rio Uruguai
Publicado em 07/08/2026 às 17:00
Atualizado em 07/08/2026 às 13:45
Capa Edital para construção de ponte entre Itapiranga e Barra do Guarita deve ser lançado no segundo semestre

Foto de Divulgação

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) planeja lançar, no segundo semestre deste ano, o edital de licitação para a construção da ponte sobre o rio Uruguai na rodovia BR-163. A obra interligará o município de Itapiranga, no Extremo Oeste de Santa Catarina, a Barra do Guarita, no Noroeste do Rio Grande do Sul. O processo de contratação será realizado na modalidade semi-integrada, abrangendo o projeto executivo e a execução das intervenções físicas.

O empreendimento prevê um aporte financeiro estimado em R$ 379 milhões. O projeto engloba uma ponte com extensão aproximada de 1,2 quilômetro, acompanhada de novas acessos e variantes viárias nos dois estados. No lado catarinense, em Itapiranga, será construído um contorno de 8,5 quilômetros. Já no lado gaúcho, a intervenção contará com uma variante de 4,5 quilômetros, totalizando cerca de 13 quilômetros de novas vias, além da estrutura sobre o leito do rio.

Atualmente, o processo encontra-se na fase final de elaboração licitatória, enquanto tramita junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) o pedido de licenciamento ambiental.

Redução de distâncias

A implantação da nova travessia visa substituir o serviço de balsa que opera na região e reduzir o trajeto rodoviário entre os dois estados. Na atualidade, as alternativas terrestres sem uso de embarcações exigem deslocamentos pelas pontes localizadas entre Palmitos e Iraí, na BR-158, ou no distrito de Goio-Ên, entre Chapecó e a RS-406.

A substituição da travessia por balsa por uma ligação viária permanente busca otimizar a movimentação de passageiros e o transporte de cargas de setores produtivos como o agronegócio e a indústria regional. De acordo com os estudos técnicos do projeto básico, a infraestrutura pretende diminuir o tempo e os custos de frete, além de ampliar a integração econômica entre o Extremo Oeste catarinense e o Noroeste gaúcho.

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