Foto de FWTV
A Câmara de Vereadores de Frederico Westphalen promoveu, na noite desta quarta-feira, 20, uma audiência pública para discutir o Projeto de Lei nº 077/2025, que prevê a implantação do estacionamento rotativo pago no município. A iniciativa partiu da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Fiscalização e Controle Orçamentário e teve como objetivo ouvir a população, esclarecer dúvidas e receber sugestões sobre o modelo que será colocado em prática.
A presidente do Legislativo, Marizete Frozzi, destacou a importância da participação popular no processo.
– É um momento muito importante. O estacionamento rotativo precisa ser implantado com certa urgência porque o comércio e a comunidade necessitam desse sistema. A audiência pública é a oportunidade para que todos possam entender melhor o projeto e dar sugestões. Assim que concluirmos essa etapa, os vereadores debaterão nas comissões e logo o projeto será colocado em votação –, afirmou.
O projeto do estacionamento rotativo já vinha sendo discutido anteriormente, mas havia sido suspenso. Para Marizete, retomar o debate é fundamental para organizar o fluxo de veículos e atender às demandas do comércio local.
– A Câmara tem esse papel de abrir espaço para a comunidade debater e contribuir. Nosso objetivo é que o sistema seja aprovado e implantado em breve, trazendo melhorias para toda a cidade –, reforçou a presidente.
O secretário de Coordenação e Planejamento, Valdenir Cadore, explicou as mudanças previstas em relação ao modelo que funcionava anteriormente. Segundo ele, o novo sistema contará com tecnologias modernas, parquímetros e uso de inteligência artificial para leitura das placas e controle das vagas.
– Estudamos modelos de outras cidades e estamos propondo um formato mais moderno e versátil. Ele permite ajustar a quantidade de vagas sem alterar contratos e elimina a necessidade de pessoas fazendo a cobrança na rua. Serão 45 parquímetros, duas áreas de estacionamento – azul e verde – e veículos equipados com câmeras que farão a fiscalização automática –, detalhou.
Cadore também destacou que o preço será mantido.
“O valor continuará sendo de R$ 2,00 por hora, sem alteração em relação ao que era praticado antes. As formas de pagamento serão variadas: aplicativo, tag, cartão, PIX, dinheiro e moedas, além de pontos de venda credenciados no comércio local”, afirmou.
Com a conclusão da audiência, os próximos passos envolvem a tramitação do projeto no Legislativo e, após aprovação, a realização do processo licitatório para definir a empresa responsável pela operação.
“Esperamos que, em curto prazo, possamos colocar o sistema em funcionamento e atender essa demanda histórica da nossa comunidade”, finalizou Cadore.
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