MPRS lança Projeto Sinais em Frederico Westphalen para prevenir violência extrema em adolescentes
Iniciativa do Ministério Público capacita redes de proteção para identificar precocemente fatores de risco
Publicado em 25/06/2025 às 13:35
Atualizado em 25/06/2025 às 13:40
Capa MPRS lança Projeto Sinais em Frederico Westphalen para prevenir violência extrema em adolescentes

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), por meio do Núcleo de Prevenção à Violência Extrema (NUPVE), apresentou nesta terça-feira, 24, o Projeto Sinais a representantes das redes de proteção das comarcas de Frederico Westphalen, Constantina, Palmeira das Missões e Rodeio Bonito. O encontro ocorreu no auditório da Universidade Regional Integrada (URI), em Frederico Westphalen.

A iniciativa foca na prevenção da violência extrema envolvendo adolescentes, por meio da capacitação de profissionais da rede de proteção, educadores, famílias e agentes públicos. O objetivo é sensibilizar esses atores para a identificação precoce de sinais de alerta e fatores de risco, visando prevenir eventuais episódios de violência.

Durante o evento, o procurador de Justiça Fábio Costa Pereira, coordenador do NUPVE, e os promotores de Justiça Marcio Abreu Ferreira da Cunha, também integrante do Núcleo, e Michele Dumke Kufner, de Frederico Westphalen, apresentaram os principais eixos do projeto. Eles abordaram temas cruciais como isolamento social, sofrimento psíquico, discursos de ódio, consumo excessivo de conteúdos violentos e o uso de plataformas digitais por grupos extremistas para cooptação de adolescentes.

Segundo os promotores, muitos casos monitorados pelo MPRS revelam fatores recorrentes no processo de radicalização juvenil: jovens socialmente isolados, vítimas de bullying ou violência doméstica, oriundos de famílias desestruturadas e com forte exposição a conteúdos violentos, especialmente no meio digital. O desconhecimento dos pais sobre o que seus filhos acessam na internet também foi apontado como um elemento comum.

O Projeto Sinais busca justamente qualificar o olhar da comunidade escolar e de profissionais dos Conselhos Tutelares, da saúde, da assistência social e da segurança pública para esses sinais. Conforme destacaram os promotores, a atenção e o engajamento de todos os envolvidos na rede de proteção podem ser decisivos para prevenir tragédias e proteger a juventude.

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