Foco de doença de Newcastle em granja de perus aciona alerta sanitário em SC
Propriedade em Nova Itaberaba abriga cerca de seis mil aves; 133 granjas estão sob monitoramento na região.
Publicado em 19/10/2026 às 20:11
Capa Foco de doença de Newcastle em granja de perus aciona alerta sanitário em SC

Foto de Wikimedia Commons / Reprodução

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou, no domingo (18), um foco da doença de Newcastle em uma granja comercial de perus em Nova Itaberaba, no Oeste de Santa Catarina. A confirmação levou à adoção de medidas emergenciais para conter a disseminação do vírus e proteger a produção avícola.

O caso foi identificado durante uma investigação epidemiológica conduzida pelo Serviço Veterinário Oficial de Santa Catarina e confirmado por análises do Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo. Apesar da presença do vírus, as aves da propriedade não apresentavam sinais clínicos da doença.

Granja foi interditada

A propriedade foi interditada e teve a movimentação de aves suspensa. Segundo informações divulgadas pelo ministro da Agricultura, André de Paula, o estabelecimento abriga aproximadamente seis mil perus, e nenhuma ave havia deixado o local.

As autoridades sanitárias também monitoram 133 granjas situadas na área de vigilância, que abrange os municípios de Nova Itaberaba, Nova Erechim, Coronel Freitas e Águas Frias.

Doença é altamente contagiosa

A doença de Newcastle é uma infecção viral que afeta aves domésticas e silvestres e pode provocar alta mortalidade. Entre os sinais mais comuns estão dificuldade respiratória, diarreia, torcicolo, falta de apetite e queda na produção de ovos.

A transmissão pode ocorrer pelo contato entre aves, por secreções e por água, alimentos, equipamentos ou materiais contaminados. A identificação do vírus mesmo sem sintomas aparentes reforça a importância da vigilância sanitária nas propriedades.

Cidasc orienta reforço na prevenção

A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) recomenda que os produtores reforcem as medidas de biosseguridade, restrinjam a entrada de pessoas e veículos nas áreas de criação e evitem o contato entre aves domésticas e silvestres.

Criadores devem comunicar imediatamente aos órgãos de defesa sanitária qualquer aumento anormal na mortalidade ou a ocorrência de sinais respiratórios e neurológicos. Em caso de suspeita, as aves não devem ser movimentadas sem autorização sanitária.

Consumo de produtos inspecionados é seguro

Segundo o Ministério da Agricultura, o consumo de carne de aves e ovos submetidos à inspeção oficial permanece seguro. As medidas adotadas têm como objetivo conter o vírus e proteger os plantéis comerciais.

O caso será comunicado à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) e aos parceiros comerciais do Brasil, conforme os protocolos internacionais. As investigações e ações de controle seguem em andamento.

Fonte: Ramon Mendes - Jornalismo Rádio Ametista / Rádio Chapecó

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