O índice de desemprego no Brasil atingiu 5,3% no trimestre móvel encerrado em julho, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O resultado representa a menor taxa registrada para o período desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, iniciada em 2012.
O indicador apresentou recuo de 0,5 ponto percentual na comparação com o trimestre móvel anterior, encerrado em abril, quando a taxa foi computada em 5,8%. Em relação ao mesmo período do ano passado, a redução foi de 0,3 ponto percentual, visto que o desemprego alcançava 5,6% em julho de 2025.
Estabilidade do mercado e perspectivas econômicas
O desempenho da ocupação profissional ao longo do primeiro semestre manteve-se inferior aos índices apurados nos primeiros seis meses do ano anterior, indicando a consolidação do mercado de trabalho em patamares reduzidos. Analistas apontam que a trajetória de retração é reflexo do processo de recuperação econômica pós-pandemia, mantendo o ritmo de contratações aquecido no país.
Para o segundo semestre, projeções de mercado indicam possibilidade de desaceleração na criação de postos de trabalho em decorrência do arrefecimento da atividade econômica nacional. A expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto para este ano é de 1,9%, segundo estimativas coletadas pelo Banco Central no Relatório Focus, após o avanço de 2,3% registrado em 2025.
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