Posse de Lula na visão de Paulo Paim
Senador gaúcho participou da solenidade do novo presidente, projeta gestão petista e destaca crescimento de Edegar Pretto no cenário político
Publicado em 02/01/2023 às 15:42
Atualizado em 03/01/2023 às 10:18
Capa Posse de Lula na visão de Paulo Paim

Foto de Arquivo / Ascom PT

Pela terceira vez presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) destacou neste domingo, 1º de janeiro de 2023, em discurso de posse no Congresso Nacional, que irá governar para todos. "Assumo o compromisso de, junto com o povo brasileiro, reconstruir o país e fazer novamente um Brasil de todos e para todos", disse o novo presidente do Brasil. Os gaúchos estiveram representados na posse de Lula, dentre eles, Paulo Pimenta, novo secretário da Comunicação, do miraguaiense, mas “formado politicamente” em Frederico Westphalen, Edegar Pretto, além do senador gaúcho, Paulo Paim. Durante essa semana, o LA+ vai trazer a visão dos gaúchos que fazem parte do PT e quais são suas expectativas para o novo governo de Lula. Em entrevista exclusiva ao Complexo LA, o senador Paulo Paim, destacou que o Brasil tem agora o rumo da esperança, mas disse também que o país tem enormes desafios pela frente. “Foi um evento magnifico ontem, entorno, de 60 mil pessoas estiveram presentes. As ruas estavam tomadas pelo povo e o próprio povo entregou a faixa ao presidente Lula. Essa simbologia repercutiu no mundo todo. Ela recebeu essa faixa de uma comitiva composta por uma mulher negra ligada aos movimentos sociais, de um menino negro, um indígena e uma pessoa com deficiência. Foi um clima de bastante otimismo e de muita esperança. Foi uma campanha muito bonita, mas agora é a hora de governar para todos, precisamos caminhar todos juntos para reconstruir o Brasil”, disse Paim.


Representatividade negra
Com a ausência do então presidente, Jair Bolsonaro, a tradicional entrega da faixa presidencial foi entregue por representantes do povo brasileiro. O grupo foi formado por oito pessoas foi composta por: Francisco, menino de 10 anos morador da periferia de São Paulo; Aline Sousa: catadora, 33 anos; Cacique Raoni Mtuktire, líder indígena, 90 anos; Weslley Viesba Rodrigues, metalúrgico do ABC; Murilo de Quadros Jesus, professor de português; Jucimara Fausto dos Santos, cozinheira; Ivan Baron, influencer na luta anticapacitista; e Flávio Pereira, artesão, 50 anos.  A entrega da faixa foi feita por Aline Sousa, que é estudante de direito e catadora. Aline é negra e é responsável pela Secretaria Nacional da Mulher e Juventude da Unicatadores. Para o senador gaúcho e que também é negro, Paulo Paim, essa atitude é uma vitória por sua luta contra o racismo ao longo de sua vida política. “Tem uma simbologia muito importante. Quando morreu o Pelé, alguém me falou que o Pelé nunca falou sobre o racismo. E eu disse: o Pelé é o símbolo da luta contra o racismo e ele venceu tudo isso e tornou-se o rei do planeta. O Pelé virou rei. Essa simbologia não é só por ser negra é por ser mulher. Fui relator de um projeto que as mulheres ganhem o mesmo que os homens. Essa também foi uma pauta da Simone Tebet. Essa mulher representa as politicas humanitárias. Aquela criança negra também representou isso. Isso mostra a política humanitária que eu sempre lutei na minha vida política”, comemorou Paim 


Edegar Pretto fortalecido
Quem saiu fortalecido no pleito de 2022 foi Edegar Pretto. Com votação expressiva no primeiro turno e “balizador” da vitória de Eduardo Leite no RS, Pretto é cotado para que em algum momento, seja ministro da terceira gestão de Lula. Paulo Paim destaca o crescimento de Pretto nessa última eleição e revela que caso o miraguaiense opte por não participar do governo Lula, há uma tendência de que possa concorrer à Prefeitura de Porto Alegre nas eleições de 2024, caso não queira ser ministro do novo governo. “Hoje o Edegar Pretto é um líder nacional. Ele pode escolher o cargo que ele quiser. O Edegar saiu muito fortalecido, com um efeito macro para nível do país. Tenho certeza que em um curto espaço de tempo ele para fazer sua boa política no Brasil no governo Lula. ou se ele quer permanecer no RS, possa promover esse debate nas eleições municipais”, revelou Paim. 

 

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