Foto de Kelly Magri | Cidasc
As autoridades sanitárias confirmaram na noite de sábado, 24, a detecção de um segundo foco da doença de Newcastle em uma propriedade comercial de criação de perus no município de Coronel Freitas, no Oeste de Santa Catarina. O novo registro ocorre cinco dias após a identificação do primeiro caso, notificado no dia 19 de outubro na cidade vizinha de Nova Itaberaba, distante cerca de 35 quilômetros do local.
Ambos os municípios integram a área de emergência zoosanitária decretada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na região.
Ações de contenção e vigilância ativa
A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) informou, em nota oficial, que a situação encontra-se sob controle tático. De acordo com o órgão estadual, mais de 70% da zona de vigilância do novo foco coincide com a área do primeiro caso, o que permitiu que grande parte das propriedades do entorno já estivesse previamente mapeada e vistoriada pelas equipes técnicas.
A Cidasc reiterou que as propriedades com exames negativos para o vírus tiveram a liberação dos animais saudáveis para abate, garantindo a continuidade econômica da cadeia produtiva nas áreas livres da doença.
Balanço das operações na área de emergência
Além de Nova Itaberaba e Coronel Freitas, a área sob restrição sanitária abrange os municípios de Nova Erechim e Águas Frias. O relatório do Centro de Operações de Emergência em Saúde Animal (Coezoo) apresentou os seguintes números acumulados da força-tarefa:
Propriedades comerciais: Mais de 160 estabelecimentos (de galinhas e perus) vistoriados.
Propriedades de subsistência: 317 locais fiscalizados pelas equipes de campo.
Coleta de amostras: 78 coletas efetuadas para análise laboratorial.
Barreiras sanitárias: Quatro barreiras (móveis e fixas) operam 24 horas por dia para controle de trânsito e desinfecção de veículos.
A doença de Newcastle é uma enfermidade viral que afeta aves domésticas e silvestres, com alto potencial de letalidade entre os animais. A transmissão ocorre exclusivamente por contato direto e não é transmitida pelo consumo de carne ou derivados. Em humanos, pode provocar, no máximo, conjuntivite transitória.
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