Justiça decreta prisão preventiva de homem por maus-tratos a animais em Cruz Alta
Decisão atende a pedido do Ministério Público após força-tarefa flagrar cães desnutridos, animais mortos e estrutura para rinha de galos
Publicado em 09/07/2026 às 09:51
Atualizado em 09/07/2026 às 09:54
Capa Justiça decreta prisão preventiva de homem por maus-tratos a animais em Cruz Alta

Foto de MPRS

A pedido do Ministério Público do Rio Grande do Sul, o Poder Judiciário decretou a prisão preventiva de um homem investigado pelo crime de maus-tratos a animais no município de Cruz Alta. A medida cautelar foi oficializada após fiscalizações constatarem uma situação de severa degradação e crueldade em uma residência local, onde foram localizados cães, filhotes de felinos e diversas aves retidos em condições incompatíveis com os padrões básicos de bem-estar.

A operação de inspeção no imóvel foi desencadeada pela Patrulha Ambiental da Brigada Militar em conjunto com a Secretaria Municipal de Bem-Estar Animal. Na oportunidade, os agentes constataram que quatro cães estavam severamente desnutridos, desprovidos de água e alimentação regular, além de mantidos acorrentados ou confinados.

Um dos cachorros sofria de sarna avançada e outro apresentava paralisia nas patas traseiras sem assistência veterinária, enquanto dois filhotes de gato foram resgatados com severo déficit nutricional.

Localização de carcaças e indícios de rinhas

O cenário de insalubridade era agravado pela presença de múltiplos animais mortos espalhados pela propriedade, incluindo um cão da raça pitbull e cinco galos dispostos em gaiolas e no pátio. Os animais sobreviventes dividiam o espaço com cadáveres em diferentes estágios de decomposição, em meio ao acúmulo de lixo e entulhos que geravam forte odor e riscos sanitários.

A equipe de fiscalização também recolheu elementos que apontam para a promoção de rinhas de aves no endereço. No pátio, foram apreendidos uma arena de lona para combate, esporões metálicos, biqueiras, capacetes e protetores específicos para galos de briga.

Segundo a promotora de Justiça Anamaria Thomaz, a atuação integrada e a subsequente prisão preventiva reforçam o cumprimento dos deveres constitucionais de proteção animal e servem como um mecanismo de prevenção contra práticas ilegais e reincidentes na região.

Fonte: MPRS

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Almir Felin