A Secretaria da Saúde de Frederico Westphalen faz um alerta importante sobre os casos de gripe. Os casos de influenza aumentaram de forma significativa no município, ao mesmo tempo em que a adesão à vacinação contra a doença permanece baixa. A situação preocupa os profissionais de saúde, que têm observado unidades lotadas.
Segundo a médica Isabela Schneider, a influenza é um vírus que provoca a gripe e pode evoluir para quadros graves, como pneumonia, principalmente em pessoas que pertencem a grupos de risco. A médica alerta: “antigamente, tratava-se com um chazinho em casa. Hoje, com o agravamento dos sintomas, precisamos estar atentos, pois pode levar à internação e até à morte”.
Enquanto o resfriado causa sintomas leves como coriza, espirros e, muitas vezes, sem febre, a gripe apresenta sinais mais intensos, como febre de início súbito, dor de cabeça, dores musculares (mialgia), nas articulações (artralgia), além de tosse e coriza. A Dra. Isabel ainda orienta: “quem estiver com esses sintomas deve procurar atendimento médico para ser avaliado e, se necessário, iniciar o tratamento”.
A técnica em enfermagem Roberta Bertoldi reforça que a maioria dos atendimentos atualmente está relacionada à gripe: “de cada dez pacientes, oito têm sintomas como febre, tosse, dor de garganta, coriza ou dor no corpo. E para saber se é H1N1, só com exame laboratorial”. O diagnóstico correto permite que o paciente receba o tratamento adequado.
O uso do antiviral Tamiflu depende da avaliação clínica e do tempo de início dos sintomas. Segundo a Dra. Isabella, a medicação deve ser iniciada idealmente em até 48 horas após o início dos sintomas, com limite máximo de 72 horas: “não é toda gripe que precisa de Tamiflu. O antiviral é indicado principalmente para pessoas dos grupos de risco, como gestantes, idosos, crianças menores de cinco anos e portadores de comorbidades.”
Em Frederico Westphalen, os hospitais, UPAs e postos estão lotados. A cada dez atendimentos, oito são de sintomas respiratórios. A aplicação da vacina, segundo as profissionais, evita o agravamento dos sintomas. O índice de vacinação dos grupos prioritários, segundo a médica Isabela Schneider, não atingiu nem 30%, mesmo com a vacina disponível desde o dia 7 de abril.
A técnica em enfermagem Roberta Bertoldi ainda explica que a vacina da gripe existe há mais de 20 anos, e é segura: “Depois da pandemia, criou-se um medo infundado. Mas a vacina da gripe salva vidas, principalmente de idosos, crianças, gestantes e pessoas com doenças crônicas. Ela está disponível gratuitamente para esses grupos.”
Dra. Isabela ainda explica que doenças que estavam controladas estão voltando por falta de vacinação. Ela também esclarece que pessoas com sintomas respiratórios ou gripe não devem ser vacinadas e que pessoas com alergia ao ovo devem evitar a vacina, por conter albumina.
Entre os cuidados básicos recomendados estão a higienização frequente das mãos, uso de álcool em gel e uso de máscara por quem apresenta sintomas. A alimentação também é um aliado da imunidade, segundo a médica: “consumir frutas ricas em vitamina C, como laranja, limão e bergamota, é importante nesse período do inverno.”
A orientação é que quem estiver com sintomas gripais, ao procurar uma unidade de saúde, utilize máscara. Roberta acrescenta: “quem estiver com sintomas de gripe, que for à unidade. A unidade é um lugar muito contaminado, assim como o hospital. É importante fazer o uso da máscara”.
Os postos de saúde do município estão com vacinação disponível para os grupos prioritários. Os postos Central e São Francisco de Paula aplicam a vacina todos os dias durante o horário de atendimento. Os demais postos seguem o mesmo horário padrão: manhã, das 9h às 11h, e à tarde, das 13h30 às 16h.
Matéria produzida com a colaboração do estagiário de Jornalismo da UFSM-FW, Fernando Guerra
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