A colheita da soja no Rio Grande do Sul atingiu 79%, aproximando-se da fase final na maioria das regiões. De acordo com o informativo conjuntural da Emater divulgado nesta quinta-feira, dia 30, o ritmo das atividades sofreu uma desaceleração pontual devido à alta umidade atmosférica e às chuvas frequentes, que reduziram as janelas de trabalho no campo.
Essa condição climática tem mantido as plantas com elevado teor de umidade, o que reflete diretamente na qualidade dos grãos, elevando o índice de impurezas e grãos avariados. As lavouras remanescentes estão divididas entre as fases de maturação (20%) e enchimento de grãos (1%), concentrando-se principalmente nas áreas de semeadura tardia ou safrinha.
Nestas áreas, embora a umidade favoreça o desenvolvimento, observa-se um aumento na incidência de doenças como a ferrugem asiática, além da presença de percevejos.
Variação na produtividade
A produtividade das lavouras apresenta grande disparidade, refletindo as condições hídricas ao longo de todo o ciclo. Áreas com melhor distribuição de chuvas registram rendimentos satisfatórios, equivalentes a uma safra normal, enquanto lavouras atingidas por restrição hídrica ou problemas de solo apresentam perdas que superam 50% do potencial produtivo.
Na região administrativa da Emater de Frederico Westphalen, que engloba 42 municípios das regiões Médio Alto Uruguai e Rio da Várzea, os índices são superiores à média estadual:
Área colhida: 85% da área total já foi colhida.
Fases restantes: 12% das lavouras estão em maturação e 3% em enchimento de grãos.
Rendimento médio: A produtividade estimada é de aproximadamente 3.000 quilos por hectare.
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