Foto de ALEX ROCHA/PMPA
O calor muito intenso deste fim de ano se insere em um contexto mundial e nacional de meses seguidos de temperatura acima do normal e recordes. Os meses de setembro, outubro e novembro no mundo foram os mais quentes já registrados no planeta e por uma larga margem.
Levantamento do Instituto Nacional de Meteorologia mostra que o Brasil tem recordes mensais de temperatura média nacional por cinco meses seguidos. Julho, agosto, setembro, outubro e novembro tiveram as temperaturas médias mais altas no país já observadas. O maior desvio ocorreu em setembro com +1,6ºC e o segundo mais alto em novembro com +1,5ºC.
A previsão climática indica um verão de temperatura acima a muito acima da média na maior parte do Brasil em 2024. Assim, o calorão de agora tende a se repetir outra vezes ao longo do estado e em alguns estados com ainda maior força do que agora.
Os estados do Sul estão entre as áreas do Brasil que devem ter um verão muito mais quente do que a primavera e com extremos mais altos, até porque o excesso de chuva durante os últimos meses reduziu o número de dias quentes e com calor muito intenso no Sul do país.
Nenhuma região do Brasil, contudo, tem risco tão alto de dias de calor muito intenso a extremo como o Sul do país durante o verão. Isso porque, diferentemente de grande parte do país, os estados mais ao Sul, em particular o Rio Grande do Sul, não possuem os seus extremos anuais de calor modulados por chuva.
Ao contrário do Sudeste e do Centro-Oeste, que possuem meses muito secos em quase nada chove (inverno) e outros de muita chuva (verão), a maior parte do Sul do Brasil não tem diferenças enormes em suas médias de chuva entre o verão e o inverno, com maior regularidade na precipitação anual, exceção de áreas do Paraná.
O verão de 2024 se desenha quente com temperatura acima da média no Sul do país. Diferentemente do período de 2020 a 2023, sob La Niña, que favoreceu estiagens em todos os verões, o verão próximo deve ter mais chuva e umidade, o que vai significar um maior número de dias abafados com noites mais quentes e maior frequência de tempestades de verão.
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