O Banco Central atualizou nesta quarta-feira, dia 16 de setembro, a taxa básica de juros do país, a Selic. A taxa passou de 14% para 13,75%. Com isso, muitos cooperados e empreendedores questionam sobre qual o momento ideal para tomar crédito, expandir uma empresa ou aplicar recursos.
Para traduzir o cenário econômico e orientar o planejamento financeiro da comunidade, o gerente de Investimentos da Cresol Raiz, Guilherme Poli, traz uma análise prática de como a oscilação dos juros afeta o dia a dia e quais oportunidades se abrem no mercado.
A Selic é a taxa básica da economia brasileira que baliza a remuneração dos títulos públicos e serve como a principal ferramenta do Banco Central para regular o consumo. “Quando a procura por produtos e serviços cresce além da capacidade de oferta do mercado, a tendência é o aumento generalizado de preços. Para conter essa inflação, o Banco Central eleva a Selic, o que encarece o crédito e reduz o volume de dinheiro em circulação”, explica Guilherme.
O gerente da Cresol Raiz destaca ainda que os efeitos não são imediatos. “O Banco Central toma decisões olhando para um horizonte de 16 a 18 meses à frente. Ou seja, os ajustes feitos hoje são calculados com base na inflação que se projeta para o futuro.”
Renda fixa fortalecida e o impacto regional do RDC
Mesmo em períodos de ajuste, o patamar da taxa de juros mantém a Renda Fixa como uma alternativa bastante atrativa. Na cooperativa, o Recibo de Depósito Cooperativo (RDC) se consolida como uma aplicação de destaque para quem busca rentabilidade e segurança.
Ao contrário dos bancos tradicionais, o modelo cooperativo atua sob uma lógica voltada ao desenvolvimento humano e comunitário. “O cooperativismo não tem por objetivo o lucro a qualquer custo. A finalidade de uma instituição financeira cooperativa não é extrair o máximo do associado para acumular capital, mas sim promover o crescimento sustentável da região”, enfatiza Guilherme.
Na prática, isso significa que o dinheiro aplicado em um RDC da Cresol Raiz, por exemplo, não é transferido para grandes centros financeiros ou investido de forma impessoal. O recurso permanece na própria comunidade como financiamento para a ampliação do comércio, crédito para a construção civil local e fomento direto para a geração de empregos na cidade, entre outros.
Além do retorno direto da aplicação, o valor volta para o bolso do associado ao final do exercício, por meio da distribuição das sobras e dos juros ao capital social, movimentando um ciclo próspero e autossustentável.
Planejamento para o empreendedor: expandir ou aplicar?
Para o empresário, por exemplo, que avalia se deve tomar crédito para ampliação ou manter o capital guardado no momento econômico atual, a orientação é analisar o conceito de custo de oportunidade:
Cálculo de Viabilidade: Qualquer projeto de expansão deve ser mensurado para garantir que o retorno esperado do negócio supere o rendimento da taxa básica de juros.
Visão Anticíclica: Preparar e estruturar a empresa fisicamente durante períodos de juros mais altos permite que o negócio esteja consolidado e pronto para operar em capacidade máxima quando a economia voltar a aquecer.
Diversificação de Risco: O empreendedor que já assume riscos diários na operação do seu negócio deve proteger o restante do seu patrimônio em opções de renda fixa previsíveis e seguras, como o RDC da Cresol.
Para entender a estratégia mais adequada para o seu perfil e momento financeiro, os associados podem procurar a equipe de atendimento nas agências da Cresol Raiz e realizar uma simulação personalizada.
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