Foto de Elisandro Sarmento / Rádio Ametista
Indígenas da Terra Indígena Nonoai realizam, na manhã desta quarta-feira (29), uma mobilização pacífica no bairro Promorar, em Planalto. Segundo as lideranças do movimento, o ato tem como objetivo cobrar o avanço do processo de redemarcação da Terra Indígena Nonoai, que está em análise pelos órgãos federais.
Em entrevista à Rádio Ametista, o representante indígena Tino, da Terra Indígena Nonoai/Pinhalzinho, informou que a mobilização ocorre após o envio de uma equipe de Brasília e de Porto Alegre, formada por desembargadores e juízes federais, para avaliar a situação da área.
De acordo com Tino, a Terra Indígena Nonoai possui cerca de 34.908 hectares e abrange, além do Promorar, a região de Taquarussuzinho e áreas localizadas em Nonoai, incluindo a região do CTG.
Redemarcação é a principal reivindicação
Segundo o representante indígena, a reivindicação busca incluir áreas que teriam ficado fora das etapas anteriores do processo demarcatório. O pedido foi encaminhado à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), que deu sequência aos trâmites junto ao Governo Federal.
Ainda conforme Tino, antes da mobilização foram realizadas reuniões na Câmara de Vereadores de Planalto e na própria aldeia para coleta de informações. Com essa etapa concluída, a comunidade decidiu promover a manifestação para solicitar maior agilidade na análise do processo.
Manifestação ocorre de forma pacífica
As lideranças afirmam que a mobilização é pacífica e ocorre por tempo indeterminado. Segundo os organizadores, há orientação para evitar qualquer conflito ou ato de vandalismo, motivo pelo qual também foi solicitado reforço na segurança.
Durante a manifestação, está sendo realizado um levantamento dos moradores que residem atualmente no bairro Promorar. Conforme Tino, a relação será encaminhada à Funai, enquanto os bens e benfeitorias deverão ser avaliados pelo órgão federal, e a situação dos lotes será analisada pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
O representante indígena destacou ainda que a intenção é garantir que os moradores de boa-fé tenham seus direitos preservados durante o andamento do processo. Até o momento, a mobilização transcorre de forma pacífica, sem registro de incidentes.
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