Foto de UFRGS / Sul21 / Reprodução
As lideranças da Terra Indígena Nonoai, da Aldeia Bananeiras, divulgaram um ofício nesta terça-feira (21) informando que não apoiam o movimento de retomada em andamento na comunidade de Taquarussuzinho, localizada entre os municípios de Nonoai e Gramado dos Loureiros. O documento foi encaminhado à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), ao Ministério Público Federal (MPF) de Passo Fundo, ao Ministério dos Povos Indígenas e às autoridades locais.
Área integra processo de demarcação
No ofício, as lideranças esclarecem que a área de Taquarussuzinho integra o processo de demarcação da Terra Indígena Nonoai, juntamente com as áreas de Capão Alto e Ceval, no perímetro urbano de Nonoai. Segundo o documento, o procedimento demarcatório está em andamento há décadas e aguarda a conclusão da etapa de indenização das famílias não indígenas por parte da Funai para posterior desocupação das áreas.
Comunidade diz não apoiar retomada
As lideranças afirmam que o atual movimento de retomada ocorre sem a concordância da comunidade da Aldeia Bananeiras. Conforme o ofício, a mobilização estaria sendo conduzida por indígenas de outras localidades que não pertencem nem residem na Terra Indígena Nonoai e que, segundo a manifestação, estariam desconsiderando os procedimentos legais em andamento.
Defesa da solução pelas vias legais
No documento, a comunidade ressalta que tem aguardado de forma pacífica a conclusão do processo demarcatório pelos órgãos competentes, entendendo que essa é a medida mais adequada para garantir segurança jurídica, preservar a ordem pública e evitar o agravamento de conflitos.
As lideranças reiteram que defendem a solução da questão exclusivamente pelas vias institucionais e legais, com atuação da Funai e dos demais órgãos responsáveis, preservando o diálogo, a paz social e o respeito aos direitos de todos os envolvidos.
Ofício foi encaminhado às autoridades
Ao final do documento, a comunidade da Aldeia Bananeiras coloca-se à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos adicionais, reforçando seu posicionamento em favor da continuidade do processo de demarcação dentro dos trâmites legais.
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