Lideranças da Terra Indígena Nonoai afirmam não apoiar movimento de retomada em Taquarussuzinho
Em ofício encaminhado à Funai, MPF e Ministério dos Povos Indígenas, comunidade da Aldeia Bananeiras defende a conclusão do processo demarcatório pelas vias legais
Publicado em 23/07/2026 às 11:28
Capa Lideranças da Terra Indígena Nonoai afirmam não apoiar movimento de retomada em Taquarussuzinho

Foto de UFRGS / Sul21 / Reprodução

As lideranças da Terra Indígena Nonoai, da Aldeia Bananeiras, divulgaram um ofício nesta terça-feira (21) informando que não apoiam o movimento de retomada em andamento na comunidade de Taquarussuzinho, localizada entre os municípios de Nonoai e Gramado dos Loureiros. O documento foi encaminhado à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), ao Ministério Público Federal (MPF) de Passo Fundo, ao Ministério dos Povos Indígenas e às autoridades locais.

Área integra processo de demarcação

No ofício, as lideranças esclarecem que a área de Taquarussuzinho integra o processo de demarcação da Terra Indígena Nonoai, juntamente com as áreas de Capão Alto e Ceval, no perímetro urbano de Nonoai. Segundo o documento, o procedimento demarcatório está em andamento há décadas e aguarda a conclusão da etapa de indenização das famílias não indígenas por parte da Funai para posterior desocupação das áreas.

Comunidade diz não apoiar retomada

As lideranças afirmam que o atual movimento de retomada ocorre sem a concordância da comunidade da Aldeia Bananeiras. Conforme o ofício, a mobilização estaria sendo conduzida por indígenas de outras localidades que não pertencem nem residem na Terra Indígena Nonoai e que, segundo a manifestação, estariam desconsiderando os procedimentos legais em andamento.

Defesa da solução pelas vias legais

No documento, a comunidade ressalta que tem aguardado de forma pacífica a conclusão do processo demarcatório pelos órgãos competentes, entendendo que essa é a medida mais adequada para garantir segurança jurídica, preservar a ordem pública e evitar o agravamento de conflitos.

As lideranças reiteram que defendem a solução da questão exclusivamente pelas vias institucionais e legais, com atuação da Funai e dos demais órgãos responsáveis, preservando o diálogo, a paz social e o respeito aos direitos de todos os envolvidos.

Ofício foi encaminhado às autoridades

Ao final do documento, a comunidade da Aldeia Bananeiras coloca-se à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos adicionais, reforçando seu posicionamento em favor da continuidade do processo de demarcação dentro dos trâmites legais.

Fonte: Ramon Mendes / Leo Rosa - Jornalismo Rádio Ametista

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