6,3 milhões de pessoas foram afetadas pelas enchentes no RS
Pesquisa aponta que desastre afetou milhões de moradores em 133 municípios gaúchos e deixou reflexos na saúde mental
Publicado em 01/07/2026 às 13:55
Atualizado em 01/07/2026 às 14:04
Capa 6,3 milhões de pessoas foram afetadas pelas enchentes no RS

Foto de Divulgação

Um estudo divulgado pelo IBGE mostra que mais de 6,3 milhões de pessoas, distribuídas por 133 cidades do Rio Grande do Sul, sofreram impactos diretos com as enchentes de 2024. O episódio, considerado o maior desastre natural da história do estado, foi desencadeado por volumes extremos de chuva, resultando em alagamentos e deslizamentos que destruíram infraestruturas como hospitais, estradas e o aeroporto da capital. Segundo os dados, a maior parte da população atingida possuía renda mensal de até R$ 5 mil.

A pesquisa aponta que quase 15% dos moradores precisaram mudar de residência devido à destruição, o que equivale a mais de 2,3 milhões de domicílios nas áreas mais afetadas. Dentro das casas, nove em cada dez imóveis registraram problemas como falta de água e de energia elétrica, e mais da metade sofreu algum tipo de dano estrutural, como rachaduras ou infiltrações.

Consequências na rotina, saúde mental e a atuação de voluntários

Os impactos do desastre também atingiram áreas sociais e a saúde da população. Mais de 67% dos entrevistados relataram reflexos negativos na saúde mental, enquanto cerca de 60% enfrentaram dificuldades na convivência com parentes e amigos.

Além disso, mais da metade dos atingidos teve problemas para se deslocar até o trabalho ou instituições de ensino. O levantamento destaca ainda o papel dos voluntários, que foram responsáveis por quase 75% dos resgates realizados, utilizando principalmente barcos e botes.

Passados dois anos do ocorrido, o estudo revela que apenas 17% dos entrevistados avaliam que houve melhora na qualidade de vida.

Por outro lado, um quarto dos atingidos afirma que a situação piorou, enquanto a maior parte da população relata que as condições gerais permanecem as mesmas desde a tragédia.

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Almir Felin