Foto de Rodrigo Méxas | Fiocruz Imagens
A Fundação Oswaldo Cruz obteve a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária para dar início aos ensaios clínicos da primeira vacina brasileira com tecnologia de RNA mensageiro contra a Covid-19. Os testes vão avaliar a segurança e a eficácia do imunizante como dose de reforço, com a fase de recrutamento de voluntários prevista para o começo de 2027.
O projeto é desenvolvido por Bio-Manguinhos, unidade da Fiocruz reconhecida pela Organização Mundial da Saúde como centro de referência na produção desse tipo de vacina na América Latina. O método utiliza o envio de instruções genéticas para a produção de proteínas e se destaca por reduzir os custos e o tempo de fabricação de vacinas.
A conquista representa um avanço importante para a soberania da saúde no país, reduzindo a dependência de imunizantes fabricados no exterior. Conforme a líder do projeto, Patrícia Neves, o domínio da tecnologia posiciona o Brasil como um polo relevante de biotecnologia na América Latina e no Sul Global.
Embora o desenvolvimento tenha começado pela Covid-19 por ser uma doença amplamente conhecida, a plataforma de RNA mensageiro abre caminho para o surgimento de novas vacinas e tratamentos. O método poderá ser utilizado no futuro no combate a enfermidades como leishmaniose, tuberculose, câncer e no tratamento de doenças raras.
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