O Departamento Estadual de Repressão aos Crimes Cibernéticos do Rio Grande do Sul deflagrou nesta quinta-feira, 13, a Operação Criptoabate. A ação tem como foco desarticular uma organização criminosa internacional responsável pela aplicação da fraude conhecida mundialmente como pig butchering, ou golpe do abate de porcos, que causou o prejuízo de 37 milhões de reais a uma moradora do Estado.
A ofensiva policial cumpriu 10 mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão direcionados a investigados localizados em municípios gaúchos, catarinenses e paulistas, incluindo proprietários de três instituições financeiras.
O esquema operou entre agosto de 2024 e janeiro de 2025, período no qual a vítima realizou sucessivas transferências acreditando aplicar recursos em uma corretora de criptomoedas denominada TDASX, sob a orientação de um falso especialista em mercado financeiro.
Estrutura criminosa e mecanismo de coação financeira
De acordo com a Polícia Civil, a modalidade de estelionato destaca-se pela manutenção da vítima em erro por um longo período, estimulando aportes financeiros crescentes ao simular rendimentos expressivos em plataformas digitais falsas.
As investigações identificaram 18 suspeitos com funções divididas entre captação de vítimas, fornecimento de contas bancárias, intermediação e conversão dos montantes em ativos virtuais pareados ao dólar.
Entre os alvos da operação figuram dois cidadãos estrangeiros operadores do núcleo financeiro e uma gerente de rede bancária investigada por facilitação interna na abertura e gestão de contas.
Relatórios de investigação financeira apontam que o grupo movimentou mais de 30 bilhões de reais em transações suspeitas no país, fazendo vítimas também em outros estados brasileiros com prejuízos individuais milionários.
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