A 20ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE) foi destaque na avaliação do resultado do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) de 2025, que apontou avanços significativos na educação do Rio Grande do Sul. A coordenadoria atende 28 municípios, 76 escolas, cerca de 21 mil alunos e quase 6 mil professores e funcionários.
Os números foram apresentados pelo coordenador da 20ª CRE, João Souza, nessa quarta-feira (12), durante entrevista ao programa Palmeira Notícias, da Rádio Palmeira. Segundo ele, o desempenho é resultado de um trabalho conjunto desenvolvido por escolas, professores, funcionários, estudantes, famílias e equipes da Coordenadoria Regional de Educação.
Rio Grande do Sul avança no ranking nacional
Nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, o Estado passou da 13ª para a 9ª posição nacional, com a nota subindo de 5,8, em 2023, para 6,4 em 2025.
Nos Anos Finais, o avanço foi da 12ª para a 5ª colocação, enquanto a nota passou de 4,7 para 5,4.
Já no Ensino Médio ocorreu o maior salto: o Rio Grande do Sul passou do 14º para o 5º lugar no país, com a nota avançando de 3,9 para 4,7.
Com os resultados, o Estado entrou no Top 5 nacional nos Anos Finais e no Ensino Médio e ficou entre os dez melhores nos Anos Iniciais.
Escolas da 20ª CRE entre os destaques
A região também apresentou resultados expressivos. Entre os destaques está a Escola Bom Pastor, de Planalto, que alcançou o 12º melhor IDEB do Rio Grande do Sul nos Anos Iniciais.
Também foram citadas as escolas Cardeal Leme, Roncalli, Olímpia Garibaldi Vilarinho, Afonso Pena e Padre Francisco Göller, de Frederico Westphalen, todas com índices acima da média.
Para João Souza, os resultados demonstram o impacto do trabalho desenvolvido diretamente nas escolas e pela equipe da 20ª CRE.
Mais de 30 projetos foram desenvolvidos
O coordenador ressaltou que o desempenho não é resultado de uma preparação específica para a avaliação. Mais de 30 projetos foram desenvolvidos pela rede, com ações voltadas à recuperação das aprendizagens após a pandemia, alfabetização, transição do 9º ano para o Ensino Médio e preparação para o ENEM.
A 20ª CRE também ampliou o uso de metodologias ativas, como sala de aula invertida, aprendizagem baseada em problemas e gamificação, buscando colocar os estudantes como protagonistas do processo de aprendizagem.
CRE acompanha diferentes realidades
Um dos desafios da 20ª CRE é atender escolas com características bastante diferentes. A coordenadoria possui 11 escolas indígenas e é a segunda CRE do Estado com maior número de instituições desse tipo.
Entre os exemplos está a escola localizada na Aldeia Passo do Índio, em Lajeado do Bugre, que receberá um novo prédio. A região também reúne grandes escolas urbanas em municípios como Palmeira das Missões e Frederico Westphalen.
João Souza afirmou que conhecer as particularidades de cada comunidade foi fundamental para o desenvolvimento das ações. Em quase dois anos à frente da 20ª CRE, ele relatou ter visitado praticamente todas as 76 escolas da coordenadoria.
Educação depende de trabalho conjunto
O coordenador também destacou a participação das famílias, a valorização dos profissionais da educação e o acompanhamento pedagógico realizado pela equipe da CRE, formada por mais de 60 pessoas.
Entre as iniciativas citadas estão o Alfabetiza Tchê, o Compromisso Nacional da Criança Alfabetizada, o Renalfa e o Estudo de Aprendizagem Contínua, voltado a estudantes com dificuldades de leitura.
Para João Souza, o resultado do IDEB representa o reconhecimento de um trabalho construído coletivamente e serve como estímulo para a continuidade das ações. Segundo ele, a educação exige investimentos e políticas de longo prazo para superar completamente as lacunas deixadas pela pandemia.
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