Desaprovar para aprovar
Quanto mais você conta, mais você vende. Claude C. Hopkins
Publicado em 05/02/2024 às 08:15h

Novamente é um prazer trocar ideias com você!

Lembra que falamos sobre o “Apelo à Autoridade” na coluna anterior? Onde comentamos sobre a importância de usar um depoimento ou a imagem de uma pessoa influente para garantir a validação do seu produto ou serviço, sempre tomando o cuidado para que este seja divulgado em um veículo de credibilidade, como rádio, jornal ou revista, usando as redes sociais como suporte.

Pois bem, na hora de criar a sua campanha ou propaganda é importante que tenhamos em mente a imagem do homem comum, ele é o seu cliente. Em outro momento teremos a oportunidade de aprofundar o assunto e falarmos de persona e como identificar seu público. Entendendo o seu cliente, será mais fácil identificar e contratar a autoridade mais adequada para espelhar o seu produto ou serviço. 

Agora que você domina o assunto, vamos tratar do nosso segundo tema: a “Desaprovação,” e fazer uma ligação com o primeiro tema. A técnica consiste em reprovar algo, ideia ou ação de comportamento. Um exemplo seria a propaganda nazista, que induziu os alemães a acreditar que os judeus eram um problema para a economia da nação, desaprovando a sua maneira de comércio e com isso, fazendo com que todos comprassem a ideia. Você pode usar em campanhas de conscientização, como por exemplo mostrar que a combinação de álcool e direção pode ser fatal, criando a desaprovação do público e a sua adesão à mudança de hábito.   

Percebeu que uma das maneiras de “aprovar” seu produto ou serviço pode ser por meio da “desaprovação”? Isso mesmo. Essa é a ligação que comentei entre as duas técnicas. Portanto, cuidado quando for linkar a sua marca a uma “autoridade”, pois ela tem o poder de aprovar e desaprovar seu produto ou serviço. 

É isso pessoal! Espero que tenham gostado e até a próxima.

 

Curiosidade

Claude C. Hopkins, da citação inicial, nasceu em 1866, em Michigan nos Estados Unidos e foi um grande publicitário, ajudando centenas de empresas a venderem produtos encalhados. Podemos dizer que mesmo depois de morto ele ainda é um verdadeiro mestre de vendas. Escreveu dois livros, Scientific Advertising e My Life on Advertising, que sem dúvida deve ser lido por todos que desejam o sucesso em vendas.

Era tão à frente do seu tempo, que já sabia que dar vida a um produto é tão importante quanto o nome da companhia. Sabendo disso, usou o professor A. P Anderson, doutor em fisiologia vegetal pela Universidade de Munique, nos anúncios da Quaker. Seus experimentos científicos levaram à descoberta do "arroz inchado", um ponto de partida para um novo cereal de café da manhã. Graças a Hopkins, Anderson teve seu rosto estampado em uma campanha publicitária da Quaker por quase uma década. Este é um exemplo de “Apelo à Autoridade” ou de “Desaprovação?”

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