Suspeito de matar professora em Constantina tem prisão preventiva decretada
Polícia Civil deve concluir inquérito até sexta-feira (14) e indiciar ex-marido por feminicídio, ocultação de cadáver e incêndio doloso
Publicado em 10/08/2026 às 11:16
Capa Suspeito de matar professora em Constantina tem prisão preventiva decretada

O homem suspeito de matar a professora Glória Werkhausen, de 43 anos, em Constantina, no Norte do Rio Grande do Sul, teve a prisão temporária convertida em preventiva. A Polícia Civil informou que ele será indiciado por feminicídio majorado por asfixia, ocultação de cadáver e incêndio doloso.

Segundo o delegado Cristiano De Bone, responsável pela investigação, o pedido de conversão da prisão foi apresentado na semana passada e a preventiva foi decretada na sexta-feira (7). Como o suspeito já estava preso temporariamente, o novo mandado foi cumprido imediatamente.

A previsão da Polícia Civil é concluir o inquérito e encaminhá-lo ao Ministério Público até a próxima sexta-feira (14), com o indiciamento pelos três crimes.

Investigação apontou feminicídio

Glória Werkhausen foi encontrada morta em 12 de julho, após um incêndio atingir a residência onde morava, no bairro Florestal, em Constantina. Inicialmente, havia a suspeita de que a professora pudesse ter cometido suicídio. No decorrer da investigação, porém, a Polícia Civil identificou elementos que apontaram para a participação do ex-marido e para uma possível tentativa de forjar a cena do crime.

A perícia encontrou um corte no pulso direito da vítima e marcas de esganadura no pescoço. Conforme o delegado, o ferimento no pulso teria sido provocado pelo autor. Glória era destra, e a dinâmica identificada pela investigação indicaria que ela não teria condições de produzir o corte daquela forma.

Outro elemento analisado foi o incêndio. As chamas ficaram concentradas principalmente na região da sala de estar onde o corpo foi localizado. Para a Polícia Civil, o conjunto de evidências reunidas durante a apuração reforçou a hipótese de feminicídio.

Suspeito está preso desde julho

O ex-marido de Glória foi preso temporariamente em 16 de julho e agora permanece detido por decisão preventiva da Justiça.

Segundo as informações da investigação, os dois mantiveram um relacionamento por aproximadamente 25 anos e estavam separados havia cerca de quatro meses antes da morte da professora.

Com a conclusão do inquérito, o caso será encaminhado ao Ministério Público, que deverá analisar as acusações apresentadas pela Polícia Civil.

Fonte: Ramon Mendes - Jornalismo Rádio Ametista / GZH Passo Fundo

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