Pesquisadores da UFSM-PM estudam soluções climáticas em missão na Espanha
Comitiva visitou Valência para analisar estratégias de adaptação urbana e governança ambiental após eventos extremos
Publicado em 11/08/2026 às 06:17
Capa Pesquisadores da UFSM-PM estudam soluções climáticas em missão na Espanha

Foto de ASCOM - UFSM/PM / Divulgação

Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria, Campus Palmeira das Missões (UFSM-PM), participaram, entre os dias 27 e 31 de julho, de uma missão técnica internacional em Valência, na Espanha. A atividade integrou o projeto “O que nos fez chegar aos desastres climáticos do Rio Grande do Sul?”, desenvolvido pelo Programa de Pós-Graduação em Agronegócios (PPGAGR/UFSM-PM), com foco na análise da governança ambiental e na busca de referências internacionais para o enfrentamento de eventos climáticos extremos.

A comitiva foi formada pelo coordenador do projeto, professor doutor Nelson Guilherme Machado Pinto, coordenador do PPGAGR e docente do Departamento de Administração, além dos mestrandos Gabriel Wachholz e Laura Pesellin e da doutoranda Daniela Vargas.

Valência foi escolhida por sua experiência em adaptação urbana após a histórica enchente do Rio Turia, em 1957. A cidade também enfrentou eventos climáticos extremos em 2024 e atualmente é considerada referência em planejamento urbano, infraestrutura verde e estratégias de mitigação dos impactos das mudanças climáticas.

Experiências de adaptação urbana

Durante a missão, os pesquisadores visitaram o Jardim del Turia, criado no antigo leito do Rio Turia após a enchente de 1957. Transformado em um parque linear, o espaço contribui para a ampliação das áreas verdes, redução das ilhas de calor e melhoria da qualidade de vida, sendo considerado uma solução baseada na natureza para a adaptação climática.

A agenda também incluiu visita ao Monumento às Vítimas das Enchentes. Criado originalmente em homenagem às vítimas da enchente de 1957, o monumento passou a representar também a memória das pessoas atingidas pelos eventos extremos registrados na região em 2024.

Outro destaque foi o Las Naves, centro de inovação social e urbana vinculado à Prefeitura de Valência. O local reúne projetos nas áreas de tecnologia, ciência, criatividade e cultura, com iniciativas voltadas ao desenvolvimento sustentável, à economia do conhecimento e à meta de tornar a cidade neutra em carbono.

Parcerias para enfrentar eventos extremos

A comitiva também esteve na Universidade de Valência e no Instituto Polibienestar, onde foi recebida pela professora doutora Carolina Moreno Castro e sua equipe. Os pesquisadores conheceram laboratórios e instalações voltados à pesquisa, comunicação audiovisual, políticas públicas, inovação social e qualidade de vida.

Para o professor Nelson Guilherme Machado Pinto, a experiência permitiu observar como o planejamento de longo prazo e a integração entre instituições podem contribuir para reduzir os impactos dos eventos climáticos.

Segundo ele, conhecer a experiência de Valência amplia a compreensão sobre modelos de governança ambiental e oferece referências que podem ser consideradas na discussão de soluções para o Rio Grande do Sul.

Pesquisa compara experiências internacionais

O projeto foi aprovado, em dezembro de 2024, pelo Programa de Pesquisa e Desenvolvimento Voltado a Desastres Climáticos, com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (FAPERGS). A pesquisa busca analisar os fatores relacionados às enchentes que atingiram o Estado em 2024, com atenção à governança ambiental e à comparação com estratégias adotadas em outros países.

A equipe da UFSM-PM já realizou missões técnicas em Brumadinho e Mariana, em Minas Gerais, além de Nova Orleans, nos Estados Unidos, e Tóquio, no Japão. As experiências permitiram analisar diferentes modelos de prevenção, gestão de riscos e resposta a desastres.

Com a missão em Valência, o projeto ampliou a base de comparação internacional, incorporando experiências relacionadas à adaptação urbana, infraestrutura verde e governança para o enfrentamento das mudanças climáticas.

Fonte: Ramon Mendes - Jornalismo RP / ASCOM - UFSM/PM

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