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A procura pela obtenção da primeira Carteira Nacional de Habilitação registrou um aumento expressivo no Brasil nos primeiros sete meses de 2026. Dados do Ministério dos Transportes indicam que o número de requerimentos teve uma alta de 222% em comparação com o mesmo período do ano anterior, somando mais de 6,5 milhões de solicitações protocoladas entre janeiro e julho.
O crescimento no volume de processos é decorrente das alterações regulatórias anunciadas pelo governo federal no final de 2025. A nova medida retirou a obrigatoriedade do curso presencial em centros de formação de condutores para o início do processo, permitindo que os candidatos optem por diferentes formatos de preparação prévia para os exames teóricos e práticos.
A flexibilização das regras tem gerado debates entre especialistas em mobilidade, entidades do setor de trânsito e condutores. Defensores da mudança apontam a redução dos custos financeiros e a democratização do acesso ao documento, enquanto analistas expressam preocupação com o padrão técnico da formação e os eventuais reflexos na segurança viária.
Apesar da alteração no modelo de aprendizagem, a legislação mantém a exigência de aprovação em todas as etapas de avaliação oficiais. Os candidatos continuam submetidos aos exames aptidão física e mental, avaliação psicológica, além dos exames teórico e prático aplicados pelos órgãos estaduais de trânsito.
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