Deputados debatem criação da Secretaria de Defesa Civil no Rio Grande do Sul
A matéria prevê a desvinculação da estrutura da Defesa Civil da Casa Militar, transformando-a em uma pasta autônoma
Publicado em 05/08/2026 às 10:04
Capa Deputados debatem criação da Secretaria de Defesa Civil no Rio Grande do Sul

Os deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul optaram por não retomar as votações no plenário na terça-feira, 4. A decisão ocorreu devido ao engajamento dos parlamentares em convenções partidárias e compromissos de campanha durante o recesso, o que inviabilizou a análise prévia das pautas. Uma nova reunião de líderes foi agendada para esta semana com o objetivo de alinhar as prioridades legislativas para a reta final da legislatura.

A criação da Secretaria de Proteção e Defesa Civil do Estado voltou ao centro das discussões com a reapresentação do Projeto de Lei Complementar 231/2026. A proposta integrava um pacote de medidas enviado pelo Executivo gaúcho no mês de junho, mas acabou retirada da pauta anterior. A matéria prevê a desvinculação da estrutura da Defesa Civil da Casa Militar, transformando-a em uma pasta autônoma.

O mérito da proposta conta com apoio convergente entre as diferentes bancadas da Casa, embora a tramitação enfrente ressalvas no campo da oposição à direita. Durante a reunião de líderes, o líder da oposição à esquerda, deputado Miguel Rossetto, sugeriu a inclusão do texto na ordem do dia, prevendo a apresentação de emendas parlamentares elaboradas pela bancada do PT.

Divergências sobre impacto orçamentário

A discussão sobre o momento da votação expôs posições divergentes mesmo entre membros de uma mesma representação partidária. No Republicanos, o deputado Capitão Martim defendeu a deliberação imediata do texto ainda na atual legislatura, enquanto o deputado Gustavo Victorino questionou o momento da votação, classificando a medida como de apelo eleitoral e sugerindo que a deliberação seja transferida para a próxima gestão governamental.

A preocupação com o aumento de despesas operacionais e a criação de cargos levou a propostas de alteração no formato do projeto. A intenção de parte dos parlamentares é transformar o texto conclusivo em uma autorização legislativa, permitindo que o próximo chefe do Executivo estadual decida sobre a efetiva implementação da nova secretaria ao assumir o mandato.

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