Foto de MCTI | Divulgação
Uma operação integrada conduzida pela Polícia Civil do Distrito Federal apura o envolvimento de oito pessoas no planejamento de ataques com alvo na capital federal durante o período das eleições. As diligências alcançam alvos localizados nos estados de Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo e Pernambuco, envolvendo investigados com idades entre 19 e 31 anos.
A apuração teve origem em um relatório técnico produzido pelo Ciberlab, laboratório cibernético vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. O levantamento identificou a articulação dos suspeitos em canais da plataforma Telegram, onde realizavam o mapeamento de prédios públicos, compartilhamento de plantas arquitetônicas, análises de alvos e difusão de manuais para confecção de artefatos explosivos.
Conforme informações do Ministério da Justiça, o grupo utilizava a aplicação de mensagens para cooptar novos membros e disseminar materiais com conteúdo neonazista, antissemita e de incitação à violência contra mulheres.
Denominada Operação Rede Interrompida, a ação policial investiga a prática dos crimes de associação criminosa, incitação ao crime e delitos enquadrados na legislação contra o racismo. A condução das investigações não aplicou, na fase inicial, enquadramentos previstos na Lei de Terrorismo.
As diligências executadas pelas polícias civis estaduais contam com o suporte operacional da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e a atuação do Ministério Público do Estado de Santa Catarina.
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