Júri popular absolve acusado de atropelar e matar dois ciclistas entre Cruz Alta e Boa Vista do Incra
O homem respondia por duplo homicídio com dolo eventual
Publicado em 03/06/2026 às 14:01
Atualizado em 03/06/2026 às 14:09
Capa Júri popular absolve acusado de atropelar e matar dois ciclistas entre Cruz Alta e Boa Vista do Incra

Foto de Reprodução | Redes sociais

O réu Jucemar Soares Campos, de 45 anos, acusado de atropelar e matar dois ciclistas na rodovia RS-481, em Boa Vista do Incra, foi absolvido em julgamento por júri popular finalizado na noite de terça-feira, 2. O trágico acidente ocorreu em dezembro de 2024 e vitimou Luiz Eduardo da Paixão, de 39 anos, e Victoria Daronco, de 24 anos, que pedalavam pela via quando foram atingidos.

O homem respondia por duplo homicídio com dolo eventual, com a qualificadora de uso de recurso que dificultou a defesa das vítimas.

Durante a sessão do tribunal, realizado em Cruz Alta, nove pessoas foram ouvidas entre testemunhas e informantes. Após a leitura da sentença de absolvição, a banca de defesa do réu, composta pelos advogados Gustavo Segala, Sabrina Ritter e Tiago Bataglin, manifestou que o veredito foi alcançado porque os jurados e a comunidade puderam ter pleno acesso aos fatos e aos documentos que integram o processo.

Por outro lado, o Ministério Público demonstrou inconformidade com o desfecho do julgamento e anunciou formalmente que ingressará com recurso para tentar reverter a decisão.

De acordo com a avaliação da promotora de Justiça Amanda Giovanaz, a deliberação do conselho de sentença foi manifestamente contrária ao conjunto de provas reunido nos autos do processo ao longo da instrução criminal.

Relembre o caso

O acidente aconteceu na manhã de 28 de dezembro de 2024, no trecho que liga Cruz Alta a Boa Vista do Incra. A denúncia apontava que as vítimas trafegavam de bicicleta pelo acostamento quando foram atingidas pelas costas por um veículo Volkswagen Polo.


Um grupo de ciclistas seguia pela via quando o acidente aconteceu - Foto: Portal Conecta | Divulgação

A acusação sustentava que o condutor assumiu o risco de provocar as mortes ao dirigir em alta velocidade e sob o efeito de bebida alcoólica.

Luiz Eduardo morreu no local do atropelamento e Victoria faleceu logo após receber os primeiros socorros médicos. O casal residia em Cruz Alta, onde ele atuava como professor de artes marciais em academias locais e ela trabalhava como educadora e servidora na prefeitura municipal.

Fonte: GauchaZH

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Foto Almir Felin
Almir Felin