Foto de Emater/RS
O município de Machadinho foi o palco da sexta edição da Festa da Colheita da Erva-Mate, ato que marcou a abertura oficial da safra de 2026 no Rio Grande do Sul na última quinta-feira, 28. O encontro setorial reuniu um público estimado em duzentas pessoas, congregando agricultores, cientistas, empresários e lideranças políticas regionais em torno de debates sobre a valorização e o desenvolvimento tecnológico do mate gaúcho.
Para o atual ciclo econômico, as projeções estatísticas apontam que o território gaúcho deve registrar uma produção total de 310 mil toneladas de folha verde, sendo que uma fatia de 15 mil toneladas desse volume total será extraída das propriedades que integram o Polo Ervateiro Nordeste Gaúcho, base geográfica da cidade anfitriã.
O secretário estadual da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, Márcio Madalena, enfatizou que a festividade deste ano assumiu um caráter histórico em virtude da recente homologação da primeira Indicação Geográfica de erva-mate do Estado, concedida especificamente para a região de Machadinho. "Isso mostra a maturidade do setor produtivo, para agregação de valor e conquista de novos mercados”, disse
De acordo com a avaliação do chefe da pasta, o reconhecimento técnico internacional atesta o amadurecimento organizacional dos produtores locais, funcionando como uma ferramenta estratégica para a agregação de valor financeiro ao produto e para a prospecção de novos canais de comercialização global.
A solenidade de abertura da safra também contou com o pronunciamento do presidente da Emater/RS, Claudinei Baldissera, que apresentou dados consolidados sobre a relevância social da cultura em solo gaúcho.
O dirigente salientou que a atividade agrícola envolve diretamente mais de 14 mil famílias de pequenos produtores, distribuídas de forma ordenada ao longo dos cinco grandes polos ervateiros reconhecidos pelas autoridades do Estado.
O fluxo industrializado e comercial do vegetal é sustentado por uma rede que abrange mais de 170 indústrias de beneficiamento e moagem em pleno funcionamento no Rio Grande do Sul.
Essa cadeia fabril é responsável por movimentar a economia de dezenas de municípios e por abastecer o mercado consumidor gaúcho e nacional, transformando o cultivo tradicional em uma das matrizes econômicas mais sólidas e sustentáveis da região norte do Estado.
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