Carnes e café podem subir até 20% neste ano
Alta nos preços dos alimentos deve impactar o bolso dos brasileiros em 2025
Publicado em 29/01/2025 às 08:32
Capa Carnes e café podem subir até 20% neste ano

Os brasileiros devem se preparar para um aumento nos preços dos alimentos ao longo de 2025. Embora a alta não seja generalizada, economistas divergem sobre sua magnitude, já que fatores como clima e câmbio afetam as previsões. No entanto, carnes e café devem registrar os maiores reajustes, gerando preocupação entre consumidores e autoridades.

Luis Otavio Leal, economista-chefe da G5 Partners, projeta uma inflação alimentar de 5% neste ano, abaixo da média histórica de 7%. Segundo ele, a safra recorde de grãos e um fenômeno La Niña de baixa intensidade podem ajudar a conter a alta. No entanto, a carne bovina deve subir 7,5%, enquanto o café pode encarecer até 20%. Outros itens com aumento significativo incluem frango (8%), arroz (9%) e leite longa vida (5,5%).

Já Alexandre Maluf, economista da XP, prevê um aumento mais expressivo, de até 9,2%, com as proteínas liderando a alta. Ele estima que a carne bovina pode encarecer até 20%, enquanto o frango deve ter reajuste de 14%.

O cenário internacional também contribui para a pressão nos preços. José Carlos Hausnect, sócio-diretor da consultoria MB Agro, explica que a baixa oferta global elevou os valores do café e das carnes no mercado externo, impactando o mercado interno. Além disso, a desvalorização do real frente ao dólar encarece os custos de importação e eleva os preços domésticos. Em janeiro deste ano, por exemplo, a saca de 60 kg de café arábica acumulou alta de 132% em relação ao mesmo período de 2024.

Diante desse quadro, o Ministério do Desenvolvimento Agrário tem apostado em estratégias de financiamento e estímulo à produção de alimentos básicos, como batata, feijão, banana, arroz e leite. No entanto, desafios fiscais podem limitar a eficácia dessas medidas.

Com a inflação dos alimentos sendo um fator sensível para a economia e o governo, o comportamento dos preços seguirá no radar, especialmente com a proximidade das eleições de 2026.

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