Colheita de cevada e trigo avançam na região do Médio Alto Uruguai com desafios quanto à qualidade
Na região de Frederico Westphalen, 90% da área de cevada já foi colhida e destinada à indústria de malte
Publicado em 01/11/2024 às 17:00
Atualizado em 01/11/2024 às 15:19
Capa Colheita de cevada e trigo avançam na região do Médio Alto Uruguai com desafios quanto à qualidade

Foto de Guilherme Barros

A colheita da cevada segue em ritmo intenso nas regiões do Alto Uruguai e Planalto Médio, com uma área de cultivo estimada em 34.429 hectares e produtividade média de 3.245 kg/ha, conforme levantamento realizado pela Emater/RS-Ascar. Na região de Frederico Westphalen, 90% da área de cevada já foi colhida e destinada à indústria de malte, com produtividade de cerca de 2.700 kg/ha.

Entretanto, em Ijuí, onde 55% da área foi colhida, o rendimento está abaixo do esperado, variando entre 2.000 e 3.300 kg/ha, e o índice de germinação, entre 85% e 88%, torna o grão inadequado para a produção de malte, direcionando-o, em vez disso, para a alimentação animal.

Paralelamente, a colheita do trigo avança rapidamente, com 48% da área cultivada já colhida. Com uma previsão de produtividade de 3.100 kg/ha em 1.312.488 hectares, as condições são mais favoráveis nas lavouras do Planalto e Alto Uruguai, que apresentam qualidade de grãos dentro dos padrões comerciais.

No entanto, nas regiões Central, Fronteira Oeste, Noroeste e Planalto Médio, a qualidade dos grãos colhidos foi comprometida, especialmente em áreas de solo úmido após chuvas recentes, afetando o padrão do produto final.

A intensificação dos turnos de trabalho tem sido essencial para tentar adiantar a colheita antes de novas chuvas e preservar a qualidade da safra, que é essencial para manter a competitividade do produto no mercado.

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Almir Felin