O campus de Frederico Westphalen do Instituto Federal Farroupilha (IFFar) sediou o Treinamento Teórico-Prático do Programa Estadual de Controle e Profilaxia da Raiva e Vigilância da Febre Amarela. Promovida pela 2ª Coordenadoria Regional de Saúde (2ª CRS), a capacitação contou com a parceria e apoio organizacional da Secretaria Municipal de Saúde de Frederico Westphalen.
O encontro teve como público-alvo equipes técnicas que atuam diretamente nos setores de Vigilância Ambiental, Vigilância Epidemiológica e Atenção Primária à Saúde de 26 municípios da região do Médio Alto Uruguai.
O objetivo do evento foi alinhar procedimentos práticos e teóricos para fortalecer a rede de monitoramento e de resposta rápida diante de zoonoses que impactam a saúde pública e a economia.
Durante os debates, a médica veterinária do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS/SES), Gabriela Orosco Werlang, ressaltou que os morcegos respondem pela maior parte das transmissões de raiva humana no país desde o ano de 2003.
A circulação viral ativa entre diferentes espécies desses mamíferos voadores em áreas rurais e urbanas expõe rebanhos pecuários a perdas produtivas e eleva o risco de contágio de animais domésticos nas cidades, sobretudo felinos com comportamento de caça.
Diagnóstico de epizootias e fluxos de notificação de febre amarela
A agenda de capacitação também focou na estruturação da vigilância ativa para a febre amarela através do monitoramento de epizootias em primatas não humanos. Os profissionais receberam instruções detalhadas sobre a conduta padrão ao localizarem macacos mortos ou com sinais de adoecimento nas matas, um importante indicador biológico que sinaliza a presença do vírus antes que ele atinja as populações humanas.
As orientações práticas abrangeram desde as metodologias de notificação imediata às autoridades de saúde até os protocolos de segurança biológica necessários para a coleta e o acondicionamento adequado de amostras de tecidos para exames laboratoriais.
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