Segundo foco de greening no Rio Grande do Sul é confirmado em Caiçara
Registro da doença já havia sido confirmado no município de Palmitinho no mês passado
Publicado em 14/07/2026 às 09:39
Capa Segundo foco de greening no Rio Grande do Sul é confirmado em Caiçara

O prefeito de Caiçara, Zilio Roggia, e o secretário municipal de Obras, Rogério Negri, participaram de uma reunião técnica na sede local da Emater com o extensionista rural Carlos Ruviaro e uma equipe de fiscais agropecuários, engenheiros agrônomos e técnicos agrícolas da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Estado (SEAPI). O encontro teve como objetivo central estabelecer e coordenar ações imediatas para o controle do greening, doença que afeta diretamente o desenvolvimento de pomares de citros na região.

A anomalia biológica atinge variedades cítricas, como laranjeiras, bergamoteiras e limoeiros, tendo como vetor de transmissão o inseto Diaphorina citri, que dissemina a bactéria ao se alimentar de plantas sadias após o contato com espécimes contaminados.

O greening provoca deformações morfológicas, depreciação na qualidade dos frutos, queda acentuada de produtividade e causa a morte progressiva das árvores afetadas. A patologia não possui cura disponível, mas as autoridades ressaltam que não há qualquer tipo de risco para a saúde humana no consumo das frutas.

Protocolos de inspeção em campo e ações preventivas

Embora o registro da enfermidade no território brasileiro date do ano de 2004, o Rio Grande do Sul permaneceu sem ocorrências até a identificação recente do primeiro foco no município vizinho de Palmitinho, sendo o segundo registro oficializado em Caiçara.

Diante do cenário, os fiscais agropecuários da SEAPI iniciaram uma varredura sanitária em todas as propriedades contidas em um raio inicial de 500 metros a partir do ponto infectado, planejando expandir o monitoramento preventivo para um perímetro de 2,4 quilômetros nas próximas fases.

Nos casos em que a presença da bactéria é laboratorialmente confirmada, os proprietários recebem a orientação legal para efetuar a erradicação sumária das plantas doentes.

Durante o alinhamento, a administração municipal manifestou preocupação com a existência de viveiros comerciais clandestinos e recebeu orientações sobre o plano estadual de contingência.

Até o momento, os focos locais foram detectados exclusivamente em pomares domésticos localizados na área urbana da cidade, contando com o apoio das agentes comunitárias de saúde nas tarefas de conscientização e busca ativa por folhas amareladas ou frutos deformados.

Para evitar o avanço da praga, a SEAPI orienta os produtores a adquirirem mudas somente de fornecedores certificados com rastreabilidade garantida, disponibilizando canais diretos da Inspetoria de Defesa Agropecuária e de Porto Alegre para o recebimento de notificações de suspeitas.

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