A Prefeitura de Frederico Westphalen apresentou o relatório final da auditoria externa independente realizada no Hospital Divina Providência (HDP). Durante o ato institucional, a gestão pública detalhou o plano de reestruturação administrativa, os encaminhamentos jurídicos do diagnóstico e o andamento dos projetos para a retomada das obras do setor de Oncologia e expansão do serviço de Hemodiálise.
A atividade ocorreu no gabinete do Executivo com as presenças do prefeito Orlando Girardi, do assessor técnico de Gestão e Governança, Laudir Schittler, da interventora da casa de saúde, Lisete Cristina Bison, e do secretário de Coordenação e Planejamento, Valdenir Cadore.
O chefe do Executivo ressaltou que a auditoria buscou desenhar uma radiografia precisa da real situação financeira e gerencial do hospital, sem caráter de perseguição política. Contudo, o gestor pontuou que as inconsistências e irregularidades que apontem indícios de responsabilidade individual serão formalmente remetidas ao Poder Judiciário para a devida apuração.
O relatório técnico, estruturado em 193 páginas pela empresa Vórtice, atendeu a recomendações do Ministério Público e do grupo Mediar RS, evidenciando fragilidades severas nos fluxos internos e um descompasso financeiro crônico em que as despesas superaram as receitas em cerca de R$ 16 milhões nos últimos dez anos, com o balanço de 2025 respondendo por mais de R$ 7 milhões deste montante.
Redução de custos e ajustes em projetos de engenharia
No aspecto operacional, a interventora Lisete Bison comunicou que a assistência médica aos usuários permaneceu regular e sem interrupções, mesmo após o desligamento de mais de 20 profissionais médicos logo no início da intervenção municipal.
A substituição do corpo clínico ocorreu conforme o encerramento dos contratos vigentes, preservando as escalas de plantão e o regime de sobreaviso. A adoção de medidas austeras — incluindo a renegociação de passivos, revisão de contratos com prestadores de serviços, contenção de despesas estruturais e a regularização de salários e encargos tributários — permitiu comprimir o déficit operacional mensal da instituição, que recuou de patamares superiores a R$ 1 milhão para a média atual de R$ 600 mil.
Em relação à infraestrutura física, o secretário Valdenir Cadore atualizou as informações sobre a ampliação da ala de Hemodiálise, revelando que a planta de engenharia original apresentava desconformidades técnicas impeditivas. Os erros de projeto passam por readequação conjunta com a empreiteira responsável para permitir a continuidade segura das obras.
O documento consolidado da auditoria contábil e administrativa já foi protocolado junto ao Ministério Público e à Câmara de Vereadores para o acompanhamento dos órgãos de fiscalização e controle.
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