Anvisa emite alerta de segurança sobre riscos das canetas emagrecedoras
Agência reforça necessidade de acompanhamento médico rigoroso para uso de substâncias como semaglutida e tirzepatida após aumento de notificações
Publicado em 10/02/2026 às 10:40
Atualizado em 10/02/2026 às 10:41
Capa Anvisa emite alerta de segurança sobre riscos das canetas emagrecedoras

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou um alerta de farmacovigilância nesta segunda-feira, 9 de fevereiro, sobre o uso inadequado de medicamentos agonistas do receptor GLP-1. O grupo, que abrange fármacos como dulaglutida, liraglutida, semaglutida e tirzepatida, tem sido amplamente utilizado para perda de peso.

A agência ressaltou que, embora os riscos já constem nas bulas, o crescimento das notificações de efeitos colaterais nos cenários nacional e internacional exige o reforço das orientações de segurança para pacientes e profissionais da área.

O comunicado enfatiza que esses medicamentos devem ser adquiridos apenas mediante prescrição e utilizados sob supervisão especializada, visto que o uso indiscriminado eleva a ocorrência de eventos adversos graves. Entre as complicações monitoradas está a pancreatite aguda, que pode evoluir para formas fatais.

A Anvisa pontuou que a relação entre risco e eficácia das substâncias permanece positiva, desde que respeitadas as indicações aprovadas. O alerta brasileiro segue medidas similares de órgãos internacionais, como a agência reguladora do Reino Unido, que recentemente reportou riscos de inflamações pancreáticas severas em usuários dessas terapias.

Monitoramento de óbitos e restrição na venda

Dados estatísticos da agência revelam que, entre 2020 e o final de 2025, o Brasil registrou 145 notificações de suspeitas de eventos adversos, incluindo seis casos com desfecho de óbito relacionados a esses compostos.

Em virtude do elevado número de ocorrências fora das indicações clínicas, a Anvisa implementou em junho de 2025 a obrigatoriedade da retenção de receita em farmácias.

O modelo de prescrição agora exige duas vias e possui validade de 90 dias, assemelhando-se ao controle rigoroso aplicado aos antibióticos para coibir o uso estético sem necessidade médica.

A agência orienta que usuários busquem atendimento imediato ao apresentarem sintomas como dor abdominal intensa e persistente, acompanhada de náuseas. Profissionais de saúde foram instruídos a suspender o tratamento em caso de suspeita de reações adversas e a reportar os incidentes no sistema VigiMed.

Este novo aviso soma-se a históricos anteriores emitidos pela agência, que já alertavam para riscos de aspiração em anestesias e perdas de visão raras associadas ao uso contínuo desses medicamentos emagrecedores.

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