Foto de Arquivo LA+
A Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA) confirmou nesta quinta-feira, 9, a formação do fenômeno climático La Niña, que deverá afetar as condições climáticas globais até o início de 2025.
O fenômeno é caracterizado pelo resfriamento das águas do Oceano Pacífico Equatorial Central e Centro-Leste, com uma diminuição de pelo menos 0,5°C, o que impacta diretamente os padrões atmosféricos.
A previsão da NOAA aponta que o La Niña deve persistir até o período entre fevereiro e abril de 2025, com 59% de chance de continuidade. Após esse período, há uma expectativa de transição para condições neutras entre março e maio de 2025, com 60% de probabilidade.
No Brasil, os efeitos clássicos do La Niña incluem:
- Aumento das chuvas no Norte e Nordeste do país;
- Tempo mais seco no Centro-Sul, com chuvas irregulares;
- Tendência de seca mais acentuada no Sul;
- Condições favoráveis para a entrada de massas de ar frio, causando maior variação térmica em algumas regiões.
Esses efeitos podem trazer desafios para a agricultura e a gestão de recursos hídricos, especialmente no Centro-Sul, onde a seca poderá impactar a produção e o abastecimento.
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