Saúde Mental na escola e prevenção à violência
Artigo de Adriane Bonatti
Publicado em 20/04/2023 às 07:42
Atualizado em 20/04/2023 às 07:45
Capa Saúde Mental na escola e prevenção à violência

Foto de Arte/LA+

É perceptível o aumento da procura pelo entendimento do assunto “Saúde Mental” nas escolas. O motivo disso permeia desde o aumento da compreensão do quanto a Saúde Mental interfere no desenvolvimento humano e, por consequência, nas relações sociais até o último assunto visto nos jornais sobre os ataques efetuados por crianças e pré-adolescentes.

A escola é um de nossos primeiros (e um dos principais) locais para a criação de vínculo e identificação grupal. É nela que nossas relações se intensificam e nos diferenciamos enquanto pessoas, aprendemos a viver em grupos diferentes, saímos do ambiente familiar e enfrentamos o dia a dia plural. Logo, será principalmente nela que podemos visualizar problemas pertencentes ao viver em sociedade como: frustração; discussões; violência; assédio.

Sabemos também que enfrentar esses problemas não é uma coisa fácil. Para isso deveria se ter incentivo para conversar sobre os problemas e não simplesmente resolvê-los quando se acontece uma fatalidade como as que vem acontecendo nas escolas – violências, ataques a professores/as, alunos/as. 

Para a Psicologia a intervenção precoce é a chave para evitar essas e outras situações de violência. A presença de psicólogos/as nas instituições seria de grande valia para que fosse trabalhado a saúde mental de uma forma mais efetiva e ética, porém, sabemos que não há verbas para isso ainda, apesar da Lei nº 13.935/2019 que determina que o Poder Público assegure o atendimento psicológico e socioassistencial aos alunos da rede pública de educação básica ter entrado em vigor não há uma execução dela na prática.

Pesquisas instruem que para cuidar da saúde mental nas escolas deve ser abarcado todos/as que nela estão: alunos/as; pais; professores/as e demais funcionários/as, pois a escola é construída por todos/as eles/as. Além disso, seria de grande relevância que houvesse mais espaço para o diálogo do assunto, rodas de conversa, grupos de estudo, projetos práticos. Falar sobre ainda é uma das estratégias mais efetivas. 

Espero, de toda minha alma, que o assunto seja finalmente priorizado e em especial posto em prática. Não é mimimi. Não é falta de lavar uma louça. Isso é sério. É dolorido. E é um problema de saúde pública. 
 

Fonte: Adriane Bonatti

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